Elza Bahia de Araújo, conhecida como Mãe Senhora de Ewá, morreu em Salvador no último sábado (17), aos 104 anos. Ialorixá do Ilê Axé Omi Ewá, ela havia completado a idade em 11 de setembro e era apontada como uma das mais antigas lideranças do candomblé no Brasil.
Formação no Terreiro do Gantois
Iniciada por Mãe Menininha e criada no tradicional Terreiro do Gantois, Mãe Senhora de Ewá exerceu o matriarcado do Ilê Axé Omi Ewá. Sua atuação esteve associada à preservação e à transmissão dos saberes e das tradições do candomblé.
Em nota, o Ministério da Igualdade Racial afirmou que a ialorixá dedicou mais de sete décadas à religião de matriz africana. A pasta também destacou o acolhimento oferecido por Mãe Senhora de Ewá às pessoas de sua comunidade.
Reconhecimento da comunidade
Representantes do Ilê Axé Omi Ewá reverenciaram a memória da religiosa e disseram que ela cumpriu seu matriarcado no terreiro, deixando uma marca na história, na fé e na ancestralidade do povo ligado à comunidade.
“Seu legado está vivo na generosidade de seus ensinamentos, na comunidade que ajudou a fortalecer e na continuidade das tradições do candomblé”, afirmou o Ministério da Igualdade Racial.
Em outra manifestação atribuída à comunidade religiosa, a trajetória de Mãe Senhora de Ewá foi descrita como uma vida dedicada ao sagrado e à preservação da cultura dos orixás. A declaração também mencionou a permanência de sua atuação na tradição e no barracão.
Família
Mãe Senhora de Ewá deixa cinco filhos, além de netos, bisnetos, tataranetos e muitos filhos espirituais, segundo informações de comunidades ligadas ao candomblé, entre elas o Ilê Axé Raíxes Obá Kossô Omi.
Fonte: Agência Brasil Direitos Humanos.
Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos









