Brasil

Parceria mira identidade de 300 ossadas e apoio a famílias de desaparecidos

A Polícia Técnico-Científica de São Paulo e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha vão comparar análises genéticas com dados de parentes; famílias podem agendar coleta no IML.
Parceria mira identidade de 300 ossadas e apoio a famílias de desaparecidos
Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos

A Polícia Técnico-Científica de São Paulo e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) firmaram um acordo de cooperação voltado à identificação de 300 ossadas sob responsabilidade do Instituto Médico Legal (IML) paulista. O trabalho terá como base análises genéticas e a comparação dos resultados com informações de familiares de pessoas desaparecidas.

De acordo com o governo do estado, a iniciativa deverá auxiliar na identificação das pessoas relacionadas às ossadas. Os dados obtidos nos exames poderão ser confrontados com informações genéticas de parentes que já estejam armazenadas em bancos de dados.

Coleta para familiares

Familiares de pessoas desaparecidas há mais de 30 dias podem agendar a coleta de material genético pelo site do Instituto Médico Legal. As amostras poderão ser consideradas no processo de comparação com os dados produzidos a partir das análises das ossadas.

A medida permite reunir informações já disponíveis nos bancos genéticos com novos materiais fornecidos por parentes que atendam ao período mínimo de desaparecimento informado. O acordo também prevê o processamento das amostras e a continuidade das análises genéticas.

Atuação conjunta

Segundo a perita criminal Maria Paula Valadares, a cooperação permitirá ampliar a capacidade de processamento das amostras e contribuir para o avanço das investigações. “A parceria representa um avanço importante no trabalho de identificação dessas ossadas. Com o auxílio do Comitê, poderemos ampliar o processamento das amostras e avançar nas análises genéticas, contribuindo para esclarecer suas identidades e fornecer informações que poderão auxiliar em futuras investigações”, afirmou.

Para Fernando Fornaris, coordenador de Proteção da Delegação do CICV para Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, o trabalho também representa uma forma de preservar a dignidade das pessoas falecidas e de seus familiares.

O acordo foi firmado nesta quinta-feira (5). A divulgação não informa prazo para a conclusão das análises, nem estima quantas identificações poderão resultar da cooperação. Também não são apresentados, na iniciativa anunciada, detalhes sobre o cronograma de processamento das amostras.

Fonte: Agência Brasil Direitos Humanos.

Foto distribuída pela Agência Brasil Direitos Humanos