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Petrobras investe em regularização fundiária e projetos de renda em comunidades quilombolas

1 de junho de 2026
Petrobras investe em regularização fundiária e projetos de renda em comunidades quilombolas
Petrobras investe em regularização fundiária e projetos de renda em comunidades quilombolas
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A Petrobras vai apoiar, a partir desta segunda-feira (1º), ações de desenvolvimento territorial sustentável em cinco comunidades quilombolas , localizadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pará e Amapá . Realizado em parceria com o Instituto Terroá , o Projeto Quilombo Sustentável prevê iniciativas voltadas à regularização fundiária, geração de renda, preservação ambiental, valorização cultural e fortalecimento da autonomia comunitária, beneficiando diretamente cerca de 300 pessoas continuamente, ao longo de quatro anos.

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Com investimento de R$ 15 milhões , a iniciativa foi estruturada a partir das características e demandas de cada região, sendo que em todas elas serão realizadas ações de apoio a preservação e obtenção de titulação oficial. “A metodologia do Quilombo Sustentável prioriza a participação das comunidades em todas as etapas das ações, desde o diagnóstico até a execução das iniciativas. A ideia é garantir que as soluções desenvolvidas estejam alinhadas à realidade local e contribuam para a geração de renda e o fortalecimento das comunidades”, explica José Maria Rangel, gerente executivo de Responsabilidade Socioambiental da Petrobras.

Para a promoção do desenvolvimento econômico sustentável, o projeto prevê o resgate e expansão de práticas tradicionais. Entre as iniciativas estão: roças comunitárias e quintais produtivos, produção de pescado, viveiros de mudas, cozinhas comunitárias, beneficiamento de açaí, energia solar e fortalecimento do turismo de base comunitária, da produção artesanal e de ervas medicinais.

O objetivo da iniciativa, que integra a estratégia de responsabilidade social da companhia e está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), é promover o desenvolvimento protagonizado pelos próprios quilombolas, a partir de saberes ancestrais e práticas tradicionais. “Com isso, fortalecemos as organizações comunitárias para gerar economias sustentáveis, fomentar a produção e o consumo responsável, além de preservar o meio ambiente”, enfatiza José Maria.

São Paulo

Em São Paulo, os quilombos que recebem o projeto são Sertão de Itamambuca e Caçandoca, localizados em Ubatuba, no litoral norte do estado. Entre as ações previstas está a criação de uma Quilomboteca no quilombo da Caçandoca: uma biblioteca especializada em cultura e história quilombola que funcionará como centro de referência para as escolas da região.

Além disso, as roças comunitárias e quintais produtivos serão mapeados, enriquecidos e apoiados com técnicas agroecológicas, enquanto crianças e adolescentes participarão de cursos de surf, combinando esporte, educação ambiental e coletividade. O sistema de aquacultura da comunidade do Sertão de Itamambuca será consolidado, fornecendo pescado para a cozinha comunitária e atraindo visitantes.

O projeto também prevê a ampliação da infraestrutura atual para o turismo de base comunitária na região, com a criação de torres para observação de aves, bem como a formação continuada para monitores ambientais, que serão capacitados em temáticas como primeiros socorros, afroturismo e observação de aves para atuação nas trilhas turísticas da localidade.

Rio de Janeiro

O Quilombo do Camorim, no Rio de Janeiro, receberá um modelo integrado de aquacultura natural. A estratégia é simples e eficaz: a produção de pescado será comercializada pela comunidade, podendo abastecer a própria cozinha comunitária ou alcançar mercados locais. Já a água do tanque de criação de pescado nutrirá a horta comunitária próxima, criando um sistema onde nada se perde. Os quilombolas também receberão formação prática em implementação, gestão e comercialização, garantindo que o conhecimento técnico os permita replicar a tecnologia em outras localidades e se converta em renda real.

O projeto prevê ainda a construção de uma sede da associação comunitária, que servirá como espaço multiuso para eventos culturais, recepção de eventos e reuniões. Oficinas culturais periódicas fortalecerão a identidade quilombola entre crianças, jovens e adultos.

Pará

A comunidade quilombola de Laranjituba e África, em Abaetetuba, no Pará, será beneficiada com a instalação de infraestrutura para transformar a produção de açaí em oportunidade de renda ampliada. Atualmente, o açaí é colhido e vendido in natura ou em máquinas artesanais, mas com a infraestrutura adequada e equipamentos modernos, a comunidade poderá comercializar o produto com padrões de qualidade que abrem portas para mercados estaduais e até nacionais.

Também será construída uma sede comunitária, que servirá como um espaço multiuso, com miniauditório capaz de receber eventos do movimento quilombola, de universidades e de empreendimentos geradores de renda. Ainda será implementado um viveiro de mudas comunitário, com realização de cursos de boas práticas e gestão, para garantir que os quilombolas dominem toda a cadeia produtiva.

Amapá

O Kulumbu do Patuazinho, em Oiapoque, no Amapá será beneficiado com a criação da marca coletiva “Kulumbu do Patuazinho”, que venderá ervas medicinais, remédios tradicionais e artesanatos produzidos pela comunidade. Para isso, o Quilombo Sustentável construirá uma sede comunitária que funcionará como espaço coletivo de produção e comercialização.

Os quilombolas, que já possuem uma cultura ancestral de trabalho com ervas medicinais e frutas, receberão formações técnicas para padronizar produtos, garantir qualidade e ampliar canais de venda. O projeto realizará um estudo de energia solar para mapear as melhores soluções e modernizar a rede elétrica comunitária, auxiliando o abastecimento de água por bombeamento e para a operação da produção.

O turismo de base comunitária também ganha força com a herança afro-brasileira. As festas e celebrações culturais da comunidade serão divulgadas em plataformas de turismo, atraindo visitantes interessados em experiências autênticas de ancestralidade africana. Monitores ambientais também receberão formação para receber os visitantes com segurança e qualidade.

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