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Governo

Melhorar a vida da classe trabalhadora é condição para o desenvolvimento, argumenta Lula

3 de março de 2026
Melhorar a vida da classe trabalhadora é condição para o desenvolvimento, argumenta Lula
Melhorar a vida da classe trabalhadora é condição para o desenvolvimento, argumenta Lula
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Presidente participou da abertura a II Conferência Nacional do Trabalho, Evento reúne até quinta-feira (5), em São Paulo, representantes das 27 unidades da Federação e consolida mais de 386 propostas para a construção de um plano nacional para o mercado de trabalho

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta terça-feira, 3 de março, da sessão solene de abertura da II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT). A etapa nacional do evento ocorre até quinta-feira (5), em São Paulo. No encontro, que visa estabelecer diretrizes para a promoção do trabalho decente no país, o Governo do Brasil lançou a QualificaBr, plataforma que reúne oportunidades de formação profissional no país.

O Brasil não entrará no rol dos países desenvolvidos se o trabalhador não entrar junto. O trabalhador precisa melhorar de vida para o país melhorar de vida. Quanto mais o trabalhador ganhar, mais o patrão ganhará. Quanto menos o trabalhador ganha, mais o patrão perde. Porque o patrão precisa de mercado para vender os seus produtos”, ressaltou o presidente.

Lula abordou o empenho federal para promover melhores condições para os trabalhadores. “Nós estamos tentando construir um conjunto de propostas que interesse a empresários e a trabalhadores, que interesse ao país, para dar mais comodidade nesse mundo nervoso para que as pessoas tenham mais tempo de estudar, tenham mais tempo de ficar com a família, tenham mais tempo de descansar”, disse.

Em seu discurso, o presidente também comentou os debates em curso sobre a redução da jornada de trabalho no país. “É melhor vocês construírem negociando do que vocês terem que engolir uma coisa aberta e depois recorrer à justiça do trabalho. Vamos deixar nossas verdades de lado e vamos colocar o possível numa mesa de negociação”, ponderou.

EMPREGO E QUALIFICAÇÃO — O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou que nos últimos três anos o Brasil gerou um saldo positivo de 4.516.175 empregos formais. “Mais de 80% dessas vagas foram preenchidas por jovens, meninos e meninas com menos de 24 anos de idade”, pontuou. Marinho também falou sobre a plataforma QualificaBR, lançada pelo Governo do Brasil nesta terça-feira (3). A ferramenta reúne todos os cursos disponíveis nas redes públicas. “Foi liberada às 18h30 e já entraram mais de duas mil pessoas nessa plataforma. Quero que vocês se apropriem dela, que trabalhem, que divulguem, que nos ajudem para ela chegar em cada trabalhador e trabalhadora do nosso país, em cada jovem que precisa melhorar a sua qualificação, que precisa atualizar-se, porque nós precisamos de mão de obra cada vez mais qualificada”, afirmou.

ECONOMIA — Na sessão solene, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ressaltou os esforços do Governo do Brasil para conseguir os avanços econômicos que o país apresenta. “Quando nós assumimos, recebemos uma encomenda para que a inflação caísse. O desemprego também tinha que cair. A economia tinha que voltar a crescer. Tinha que gerar emprego, tinha que recuperar o piso da saúde e o da educação, tinha que voltar a valorizar o salário mínimo e tinha que fazer acordo com o funcionalismo público. A boa notícia é que o presidente Lula entregou tudo isso para o país”, disse. Entre as conquistas estão a menor inflação acumulada em quatro anos da história do Brasil e a menor taxa de desemprego da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

JORNADA DE TRABALHO — A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, pediu o apoio dos sindicatos à campanha de combate ao feminicídio e exaltou a aprovação da lei de igualdade de salários entre homens e mulheres durante a atual gestão federal. Ela também defendeu o fim da escala 6×1. “O estudo que o presidente Lula determinou para que o nosso ministério fizesse, através do Ipea, mostra que é possível, é mais do que justo e mais ainda, garante a dignidade para os trabalhadores e as trabalhadoras, o fim da escala 6×1 sem redução salarial”, afirmou Tebet.

REFERÊNCIA MUNDIAL — Já a diretora Regional da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para a América Latina e Caribe, Ana Virgínia Moreira, classificou o Brasil como uma referência ética e política para o mundo do trabalho. “Expressamos nosso profundo apreço pela atuação brasileira na copresidência da Coalizão Global pela Justiça Social, na EPIC, a Coalizão Internacional para a Igualdade Salarial, e na Aliança 8.7 para a Erradicação do Trabalho Infantil e do Trabalho Escravo. Um exemplo concreto da força dessa articulação é a presença neste recinto de delegações de sete nações parceiras, Angola, Cabo Verde, Paraguai, Peru e Uruguai, representados de forma tripartite, além de colegas da Alemanha e da Espanha”, disse.

DEBATES — O presidente da Central Única dos Trabalhadores, Sérgio Nobre, enfatizou a importância do evento para a construção do futuro do trabalho. “Essa segunda Conferência é uma enorme oportunidade para debatermos temas essenciais para o nosso futuro, como a criação de um robusto programa inovador articulado de formação profissional e de inclusão produtiva, considerando as enormes transformações em curso no mundo do trabalho. E para fortalecer o Fundo de Amparo ao Trabalhador e a Previdência Social, cada vez mais estratégica numa sociedade em que as pessoas estão vivendo mais, que caminha para ter maioria idosa e que demanda proteção social, serviços e cuidados”, declarou.

Durante a II Conferência Nacional do Trabalho, serão debatidos temas centrais como qualificação profissional, proteção social, inclusão produtiva, fortalecimento da negociação coletiva e a preparação do país para as transformações tecnológicas, digitais, ecológicas e demográficas que moldam o futuro do mundo do trabalho.

CONSTRUÇÃO COLETIVA — Entre setembro e dezembro de 2025, foi realizado um amplo processo de participação social nas etapas estaduais e distrital, com a mobilização das 27 unidades da Federação. O esforço conjunto resultou em mais de 386 propostas estaduais, que servirão de base para a etapa nacional.

As etapas estaduais reuniram mais de 2.800 delegados, representantes de trabalhadores, empregadores e governo, em um espaço democrático e paritário de debate. As contribuições refletem preocupações com a modernização das relações de trabalho sem perda de direitos, o enfrentamento da precarização, a promoção do trabalho decente e a ampliação de oportunidades diante das transformações tecnológicas.

EMPREGOS EM JANEIRO — O Brasil criou 112.334 postos de trabalho com carteira assinada em janeiro, segundo dados do Novo Caged. Com isso, o país passou a ter mais de 48,5 milhões de vínculos formais ativos. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (3).

No acumulado dos últimos 12 meses, entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, o saldo é de 1.228.483 novos empregos formais. Nesse período, o estoque total de vínculos cresceu 2,6%, passando de 47.349.496 para 48.577.979 trabalhadores formalizados.

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