Atendimentos ocorreram de forma simultânea em Maturacá e Pari-Cachoeira; equipes precisaram fazer deslocamentos aéreos para chegar aos locais
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) realizou, de 8 a 12 de junho, atendimento previdenciário simultâneo em Maturacá e Pari-Cachoeira, comunidades indígenas no Amazonas. Ao todo, foram mais de 600 atendimentos realizados. Para chegar às áreas remotas, as equipes precisaram realizar deslocamentos aéreos. A iniciativa recebeu apoio aéreo, de alimentação e de alojamento da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
Houve deslocamento de equipe multiprofissional da Previdência Social, composta por técnicos do INSS, perito médico e assistente social. A medida buscou atender a uma demanda recorrente da população indígena local, que enfrenta dificuldade de deslocamento para acesso aos serviços e benefícios do INSS.
Em Maturacá, comunidade Yanomami, as técnicas do Seguro Social Luciana Campos Gotz de Oliveira, Denise Aparecida Andrade e Fabíola Aparecida Witte, a perita médica Margaret Gomes Sena e a assistente social Roberta Stopa foram responsáveis, respectivamente, por 220 atendimentos administrativos, 75 perícias médicas e 47 avaliações sociais. Também participaram três técnicos da Funai e um da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas).
Já na comunidade Pari-Cachoeira, que reúne as etnias Hupdas e Tukano, a ação ocorreu de 9 a 12 de junho, com o atendimento presencial dos técnicos do Seguro Social Juliane Solange Andrade, Rafael da Silva Veloso e Ana Paula de Oliveira Vitor e da assistente social Joyce Cristina Maffetano de Brito. Foram 161 atendimentos administrativos, 71 perícias conectadas, por meio de videoconferência, além de 28 avaliações sociais.
Por meio de intérprete, Vanda de Souza Pinto, de 43 anos, comentou que de casa até o local da ação foram 10 minutos de caminhada. “Para ir a São Gabriel da Cachoeira, são 2 dias de rabeta ou 8 horas de motor de popa”, ressaltou. “Estou muito agradecida com a chegada das atividades previdenciárias em Maturacá pela falta de renda e pela dificuldade de ir a São Gabriel da Cachoeira. Quando soube que viriam a Maturacá, fiquei feliz, me sinto muito agradecida”, destacou Vanda.
Carlinha Lins Santos, de 44 anos, explicou que o atendimento na Terra Indígena Yanomami facilita muito. “As despesas com deslocamento, hospedagem e alimentação em São Gabriel da Cachoeira são altas. Lá são 23 etnias, é muito difícil enfrentar fila para pegar a senha. Passamos por perigos na cidade, não conhecemos as pessoas”, compartilhou. “Como o deslocamento e a linguagem são difíceis, o atendimento aqui está sendo ótimo. A médica e a assistente social foram muito solícitas”, concluiu.
