Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Accept
O Governador
Facebook Like
Twitter Follow
Instagram Follow
O GovernadorO Governador
Pesquisar
  • Principal
Follow US
© Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Governo

ANP pode continuar regulamentação de multa por preços abusivos de combustíveis

16 de junho de 2026
ANP pode continuar regulamentação de multa por preços abusivos de combustíveis
ANP pode continuar regulamentação de multa por preços abusivos de combustíveis
Compartilhar

A Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu a suspensão de liminar que paralisava o processo de participação social conduzido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para regulamentar a nova infração administrativa de elevação abusiva dos preços de combustíveis. Com a decisão, ficam restabelecidos os efeitos da Consulta Pública nº 12/2026 e liberada a realização da audiência pública sobre o tema — etapas necessárias para dar efetividade às multas severas previstas pela Medida Provisória (MP) nº 1.340/2026.

A liminar suspensa havia sido concedida em mandado de segurança ajuizado pela Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis). A decisão de primeiro grau suspendia o Aviso de Audiência Pública nº 12/2026 e o termo final fixado para o encerramento das contribuições da Consulta Pública nº 12/2026, sob justificativa de que não haveria motivação suficiente para a redução do prazo de contribuições de 45 para 5 dias.

Ao analisar o agravo de instrumento interposto pela AGU, o TRF1, em regime de plantão, acolheu os argumentos da ANP e concedeu efeito suspensivo ao recurso. A decisão registrou que, ao contrário do que constou da liminar, havia nos autos demonstração de que a redução do prazo foi precedida de motivação exposta e tornada pública, sendo de pleno conhecimento dos interessados — tanto que nove entidades do setor apresentaram pedidos de dilação do prazo.

A decisão do TRF1 assentou que o Regimento Interno da ANP e a Lei nº 13.848/2019 admitem expressamente a redução do prazo ordinário de 45 dias em caso de comprovada urgência e relevância, devidamente motivada. O tribunal também sublinhou que o Judiciário não deve substituir a Administração na avaliação da conveniência e da oportunidade da medida regulatória, sobretudo diante de um cenário de reconhecida crise internacional com repercussão direta sobre os preços do petróleo. Por fim, reconheceu o risco de dano ao cronograma estruturado pela ANP para concluir a regulamentação antes do término da vigência da MP nº 1.340/2026.

Emergência nacional

A reversão da liminar resultou da atuação conjunta da Procuradoria Regional Federal da 1ª Região (PRF1) e da Procuradoria Federal Especializada junto à ANP (PFE/ANP), unidades da Procuradoria-Geral Federal (PGF), órgão da Advocacia-Geral da União (AGU).

O procurador federal Fabrício Duarte Andrade, coordenador do Núcleo de Regulação da Equipe de Matéria Finalística da PRF1, ressalta que a atuação articulada entre as duas procuradorias foi fundamental para reverter, em caráter de urgência, decisão que comprometeria a implementação do regime emergencial instituído pelo governo federal para enfrentar a volatilidade dos preços internacionais do petróleo e preservar o abastecimento nacional.

“O tribunal afirmou um ponto essencial: diante de previsão legal e de urgência devidamente motivada, não cabe ao Judiciário substituir a Administração na escolha do prazo adequado para responder à crise. Além disso, preservar o cronograma regulatório é preservar a própria política pública concebida para conter a volatilidade dos preços e proteger o abastecimento nacional”, celebra o procurador.

Assuntos Governo
Compartilhar este artigo
Facebook Twitter Email Copy Link Print

Você pode gostar também

Lula debate comércio com presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu
Governo

Lula debate comércio com presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu

16 de junho de 2026
Audiência pública vai debater definição de preços abusivos para combustíveis
Governo

Audiência pública vai debater definição de preços abusivos para combustíveis

16 de junho de 2026
Pará recebe investimento histórico de R$ 137,6 milhões do Ministério da Saúde
Governo

Pará recebe investimento histórico de R$ 137,6 milhões do Ministério da Saúde

16 de junho de 2026
Operação combate exploração sexual e resgata 22 mulheres em condições análogas à escravidão no Nordeste
Governo

Operação combate exploração sexual e resgata 22 mulheres em condições análogas à escravidão no Nordeste

16 de junho de 2026
Pesquisa em hospital da HU Brasil em Uberaba estuda dengue na população idosa
Governo

Pesquisa em hospital da HU Brasil em Uberaba estuda dengue na população idosa

16 de junho de 2026
MIDR repassa R$ 12,7 para seis municípios afetados por desastres
Governo

MIDR repassa R$ 12,7 para seis municípios afetados por desastres

16 de junho de 2026
Mais Médicos completa 13 anos com assistência a 67 milhões de brasileiros e SUS fortalecido
Governo

Mais Médicos completa 13 anos com assistência a 67 milhões de brasileiros e SUS fortalecido

16 de junho de 2026
Anvisa aprova nova indicação para medicamento que trata mieloma múltiplo
Governo

Anvisa aprova nova indicação para medicamento que trata mieloma múltiplo

16 de junho de 2026
Sem Censura, da TV Brasil, recebe Nilton Bonder, Clarice Niskier, Sandra Annenberg e Viviane Araújo
Governo

Sem Censura, da TV Brasil, recebe Nilton Bonder, Clarice Niskier, Sandra Annenberg e Viviane Araújo

16 de junho de 2026
Rádio MEC transmite ao vivo concerto da Orquestra Filarmônica de Goiás nesta quinta-feira
Governo

Rádio MEC transmite ao vivo concerto da Orquestra Filarmônica de Goiás nesta quinta-feira

16 de junho de 2026
IBGE oferece 8.238 vagas temporárias em todo o Brasil para o Censo Agropecuário
Governo

IBGE oferece 8.238 vagas temporárias em todo o Brasil para o Censo Agropecuário

16 de junho de 2026
Em abril, consumo cresceu em supermercados, caiu em postos de combustíveis e varejo soma 2% no ano
Governo

Em abril, consumo cresceu em supermercados, caiu em postos de combustíveis e varejo soma 2% no ano

16 de junho de 2026
O GovernadorO Governador