Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Accept
O Governador
Facebook Like
Twitter Follow
Instagram Follow
O GovernadorO Governador
Pesquisar
  • Principal
Follow US
© Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Nacional

Em nota, consultores da Câmara e do Senado apontam maior flexibilidade no orçamento 2026 para créditos suplementares

1 de outubro de 2025
Em nota, consultores da Câmara e do Senado apontam maior flexibilidade no orçamento 2026 para créditos suplementares
Compartilhar

01/10/2025 – 18:52  

Mayke Toscano/Governo de Mato Grosso

Na proposta para 2026 há aumento das dotações para o meio ambiente

Em nota sobre o projeto do Orçamento de 2026 (PLN 15/25), divulgada nesta quarta-feira (1º), consultores de Orçamento da Câmara e do Senado afirmam que o texto aumenta a margem de manobra do Executivo para a proposição de créditos suplementares ao Congresso. Estes créditos acrescentam recursos em determinadas dotações a partir do cancelamento de outras.

Os consultores dizem que o Orçamento de 2025 já era bem flexível ao permitir suplementações sem limite para despesas obrigatórias e para algumas despesas financeiras e discricionárias. Na proposta para 2026, há a inclusão de novas ações entre as despesas sem limite para suplementação e também a flexibilidade para cancelamento de dotações oriundas de emendas parlamentares.

“Mais precisamente, é dispensada a anuência do autor da emenda no caso de anulação de dotações orçamentárias bloqueadas para atender reestimativa de despesas primárias obrigatórias, após a divulgação do relatório de avaliação de receitas e despesas primárias referente ao quinto bimestre”, diz a nota. Não haverá necessidade de constatação de impedimento técnico ou legal em relação às emendas.

Segundo os consultores, algumas programações poderão ser integralmente canceladas como forma de obter as fontes de recursos que possam atender às suplementações.

Outros destaques da nota

  • Precatórios: Por causa das mudanças introduzidas pela emenda constitucional 136 (2025), deverá ser aberto espaço fiscal em favor do Poder Executivo, que possibilita o aumento de despesa primária em cerca de R$ 13,7 bilhões. Porém, para que a meta fiscal de superávit de 0,25% do PIB continue sendo observada, a utilização desse espaço fiscal dependerá do aumento de receitas primárias.
  • Receitas extras: No projeto de lei, estão incluídas receitas condicionadas à aprovação de medidas legislativas no valor de R$ 19,8 bilhões; receitas extraordinárias, no valor de R$ 30 bilhões; e receitas provenientes de alterações recentes da legislação tributária, no valor de R$ 42,1 bilhões. Segundo os consultores, o total, de R$ 91,9 bilhões, gera dúvidas quanto à real capacidade arrecadatória no exercício financeiro de 2026.
  • Renúncias fiscais: Para o exercício de 2026, estima-se que o montante das renúncias de receitas tributárias será de R$ 612,8 bilhões, ou 4,43% do PIB. Esse valor representa uma elevação de R$ 68,4 bilhões relativa ao estimado para 2025. Embora o total esteja longe da meta estabelecida pela emenda constitucional 109 (2021), de redução desses benefícios a 2% do PIB, a trajetória atual sinaliza estabilização. De acordo com a nota, cai de 4,89% do PIB em 2024 para 4,40% do PIB em 2025, próximo do que se prevê para 2026.
  • Investimentos: Na proposta para 2026, as dotações destinadas à realização de investimentos somam R$ 85,6 bilhões. O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 (PLN 2/25) definiu que 30,9% do piso deve ser destinado à continuidade dos investimentos em andamento, o que corresponde a R$ 25,6 bilhões. Porém, o valor alocado em investimentos em andamento no projeto de Orçamento de 2026 é de R$ 19,2 bilhões, o que corresponde a apenas 22,4% do piso.
  • Agendas transversais: A proposta para 2026 traz mudanças relevantes em relação ao Orçamento de 2025, com destaque para o aumento das dotações voltadas a crianças e adolescentes (R$ 85,3 bilhões em 2026 contra R$ 73,5 bilhões em 2025) e meio ambiente (aumenta de R$ 39,3 bilhões para R$ 52 bilhões), enquanto há redução nos recursos destinados a povos indígenas (de R$ 3 bilhões para R$ 2,66 bilhões).
  • Principais ações: Programa Pé-de-Meia (R$ 12 bilhões), expansão de escolas em tempo integral (R$ 4,8 bilhões), investimentos em saúde indígena (R$ 2,7 bilhões) e projetos de mitigação climática (R$ 21,2 bilhões). No caso da agenda das mulheres, destaca-se a forte queda nos recursos para o enfrentamento da violência de gênero (-85% em relação a 2025) e a manutenção de dotações para iniciativas de igualdade econômica e empreendedorismo feminino.
  • Emendas de comissão: A proposta para 2026 não traz reserva de contingência para as emendas de comissão. O limite para essas emendas foi de R$ 11,5 bilhões para 2025. Atualizado pelo IPCA acumulado no período de doze meses encerrado em junho (5,35%), o limite é de R$ 12,1 bilhões para 2026. Por causa disso, na visão dos consultores, Congresso Nacional deverá promover cortes nas programações do Poder Executivo.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Ana Chalub

Assuntos Nacional
Compartilhar este artigo
Facebook Twitter Email Copy Link Print

Você pode gostar também

Projeto aprovado cria programa de desligamento incentivado para empregados públicos anistiados
Nacional

Projeto aprovado cria programa de desligamento incentivado para empregados públicos anistiados

3 de fevereiro de 2026
Texto aprovado cria incentivo para reconhecer saberes dos técnico-administrativos em educação
Nacional

Texto aprovado cria incentivo para reconhecer saberes dos técnico-administrativos em educação

3 de fevereiro de 2026
Projeto garante “Teste da Mãezinha” gratuito para gestantes no SUS
Nacional

Projeto garante “Teste da Mãezinha” gratuito para gestantes no SUS

3 de fevereiro de 2026

Átila Lira é eleito presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara

3 de fevereiro de 2026
Coronel Meira é eleito presidente da Comissão de Segurança Pública
Nacional

Coronel Meira é eleito presidente da Comissão de Segurança Pública

3 de fevereiro de 2026
Luiz Philippe de Orleans e Bragança é eleito presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara
Nacional

Luiz Philippe de Orleans e Bragança é eleito presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara

3 de fevereiro de 2026
Plenário aprova reestruturação de carreiras dos servidores da Câmara e do Senado
Nacional

Plenário aprova reestruturação de carreiras dos servidores da Câmara e do Senado

3 de fevereiro de 2026
Morre o ex-deputado federal José Borba
Nacional

Morre o ex-deputado federal José Borba

3 de fevereiro de 2026
Projeto obriga farmácias do SUS a aceitarem receitas prescritas por enfermeiros
Nacional

Projeto obriga farmácias do SUS a aceitarem receitas prescritas por enfermeiros

3 de fevereiro de 2026
Projeto pune companhias aéreas por mudança de classe em voos sem consentimento do passageiro
Nacional

Projeto pune companhias aéreas por mudança de classe em voos sem consentimento do passageiro

3 de fevereiro de 2026
Cadastro no seguro para pescadores recebe críticas de deputados
Nacional

Cadastro no seguro para pescadores recebe críticas de deputados

3 de fevereiro de 2026
Projeto cria programa nacional para financiar casas-abrigo para mulheres vítimas de violência
Nacional

Projeto cria programa nacional para financiar casas-abrigo para mulheres vítimas de violência

3 de fevereiro de 2026
O GovernadorO Governador