Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Accept
O Governador
Facebook Like
Twitter Follow
Instagram Follow
O GovernadorO Governador
Pesquisar
  • Principal
Follow US
© Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Nacional

Especialistas dizem esperar cumprimento das leis que garantem tratamento integral a neurodivergentes

21 de outubro de 2025
Especialistas dizem esperar cumprimento das leis que garantem tratamento integral a neurodivergentes
Compartilhar

21/10/2025 – 22:25  

Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Sérgio Kutina (D), ministro do STJ: decisão será vinculante

Em audiência pública na Câmara dos Deputados, defensores de pessoas com neurodivergência disseram esperar que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) cumpra seu papel de assegurar o cumprimento das leis sobre direitos das pessoas com deficiência no julgamento sobre tratamentos ofertados pelos planos de saúde. No dia 6 de novembro, o tribunal julga o processo que vai decidir se as seguradoras de saúde podem ou não limitar tratamento de neurodivergentes no país.

Como explicou o ministro do STJ Sérgio Kukina, a decisão será vinculante. Isso significa que todos os juízes de primeiro grau, assim como os tribunais de segunda instância, terão seguir o mesmo entendimento quando julgarem processos relacionados ao assunto.

De acordo com Sérgio Kukina, o relator do processo, ministro Antonio Carlos Ferreira, já considerou que a jurisprudência atual aponta no sentido de que os planos de saúde não podem recusar a cobertura das terapias multidisciplinares para pessoas com neurodivergência.

O diretor do Instituto Brasileiro de Defesa dos Direitos dos Autistas (IBDTEA), Robson Menezes, citou uma extensa lista de leis brasileiras que garantem os direitos das pessoas com deficiência. Ele disse esperar que o julgamento respeite essas leis.

“O STJ tem o poder de defender a interpretação da legislação federal, e a gente vai para a Constituição Federal, que fala sobre saúde e dignidade da pessoa humana, sobre direito à vida. Tem a Lei Berenice Viana e a Lei Brasileira de Inclusão, que garantem atendimento multidisciplinar; a Lei do Rol Exemplificativo, que recentemente foi julgada pelo STF; o Código de Defesa do Consumidor, quando fala de cláusulas abusivas; e o Estatuto da Criança e do Adolescente. E não podemos esquecer o que determinam as próprias resoluções da ANS [Agência Nacional de Saúde Suplementar]”, disse.

Diretrizes
Já os representantes dos planos de saúde defenderam que o mais importante, inclusive para evitar novos processos judiciais, é criar diretrizes nacionais para o atendimento de pessoas neurodivergentes.

De acordo com o diretor-médico da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), Cássio Alves, é papel do Congresso criar essa norma. “A gente procura seguir diretrizes internacionais, temos iniciativas de alguns conselhos profissionais, diretrizes do conselho da Associação de Pediatras, agora apareceu o manual de neurologia infantil, tem recentemente o manual de psicologia. A gente precisa que isso seja integrado”, defendeu. “É muito difícil você juntar todos esses conselhos profissionais e fazer uma orientação única, isso tem que partir do nosso órgão regulador.”

Para Cássio Alves, o protocolo de tratamento de pessoas neurodivergentes deve ter regras, como reavaliação periódica e, acima de tudo, utilizar terapias cientificamente comprovadas. Segundo o diretor da Abramge, existem clínicas oferecendo terapias reconhecidamente ineficazes para tratar esses pacientes.

O presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, deputado Duarte Jr. (PSB-MA), no entanto, argumentou que muitas vezes a alegação de que não há comprovação científica das terapias é utilizada simplesmente para negar o tratamento.

“A grande problemática aqui é que quem é consumidor, quem busca esse tratamento, quem busca essa terapia, não é contra evidência científica. O grande problema é o prazo para ter acesso à evidência científica. O problema é que muitos se valem da burocracia, da solenidade, da formalidade para impedir o acesso a direitos. Infelizmente, é isso que acontece”, rebateu o deputado.

Questão financeira
Para o advogado especialista em direitos das pessoas com deficiência e membro do Comitê de Pessoas com Deficiência no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Hebert Batista Alves, a questão é financeira. Segundo ele, os planos de saúde alegam que o excesso de terapias desequilibra as finanças do setor.

Na opinião de Hebert Alves, no entanto, falta transparência tanto dos planos de saúde quanto da Agência Nacional de Saúde Suplementar quanto à real situação financeira das seguradoras.

O diretor do Instituto Brasileiro de Defesa dos Direitos dos Autistas, Robson Menezes, concorda que não há justificativa para o argumento financeiro das empresas. O advogado afirma que, no primeiro semestre desse ano, o setor teve lucro de R$ 11 bilhões.

Reportagem – Maria Neves
Edição – Ana Chalub

Assuntos Nacional
Compartilhar este artigo
Facebook Twitter Email Copy Link Print

Você pode gostar também

Câmara pode votar nesta segunda a medida provisória do Programa Gás do Povo
Nacional

Câmara pode votar nesta segunda a medida provisória do Programa Gás do Povo

2 de fevereiro de 2026
Congresso Nacional retoma trabalhos nesta segunda-feira
Nacional

Congresso Nacional retoma trabalhos nesta segunda-feira

2 de fevereiro de 2026
Projeto regulamenta destino de bens e veículos abandonados em pátios policiais
Nacional

Projeto regulamenta destino de bens e veículos abandonados em pátios policiais

2 de fevereiro de 2026

Comissão aprova obrigação de distribuidoras divulgarem arrecadação da taxa de iluminação pública

30 de janeiro de 2026

Comissão aprova regras para serviços de cuidadores e passeadores de cães

30 de janeiro de 2026

Projeto cria conselho nacional para fiscalizar comunidades terapêuticas acolhedoras

30 de janeiro de 2026
Comissão aprova programa de socorro a empresas afetadas por sobretaxa dos EUA
Nacional

Comissão aprova programa de socorro a empresas afetadas por sobretaxa dos EUA

30 de janeiro de 2026
Comissão aprova proposta que cria programa de emprego para mulheres vítimas de violência
Nacional

Comissão aprova proposta que cria programa de emprego para mulheres vítimas de violência

30 de janeiro de 2026
Comissão aprova criação do Farmácia Popular Digital com entrega em casa para idosos
Nacional

Comissão aprova criação do Farmácia Popular Digital com entrega em casa para idosos

30 de janeiro de 2026
Comissão aprova projeto que obriga empresas a prevenir riscos à saúde mental
Nacional

Comissão aprova projeto que obriga empresas a prevenir riscos à saúde mental

30 de janeiro de 2026
Comissão aprova projeto que obriga empresas a prevenir riscos à saúde mental
Nacional

Comissão aprova projeto que obriga empresas a prevenir riscos à saúde mental

30 de janeiro de 2026
Comissão aprova aumento de pena para quem provocar incêndios em vegetação
Nacional

Comissão aprova aumento de pena para quem provocar incêndios em vegetação

30 de janeiro de 2026
O GovernadorO Governador