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Prohort: preço médio de frutas como banana e maça recua. Hortaliças também têm queda

23 de junho de 2026
Prohort: preço médio de frutas como banana e maça recua. Hortaliças também têm queda
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Valores de comercialização da banana no atacado apresentaram queda de 4,89% na média ponderada; maçã e alface também seguiram em queda na média mensal. Dados são do na 6ª edição do Boletim Hortigranjeiro, da Conab

Os valores de comercialização da banana e da alface apresentaram redução na média ponderada do mês de maio na maioria das Centrais de Abastecimento (Ceasas) do País. Para a fruta, o preço no atacado teve queda de 4,89% na média ponderada; já para a hortaliça, a redução foi de 1,94% em comparação ao mês de abril. As informações foram divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira (23/6), na 6ª edição do Boletim Hortigranjeiro no âmbito do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort).

Maça – A maçã também manteve a tendência verificada nos dois últimos meses, encerrando o mês com decréscimo de 5,53% na média ponderada dos entrepostos de comercialização monitorados. A região Centro-Sul registrou as principais quedas, com menor cotação apurada para o Rio de Janeiro (-12,65%). Embora tenham apresentado leve acréscimo na média ponderada das Ceasas monitoradas, melancia e laranja também registraram redução no preço médio individual na maior parte das centrais que compõem a amostra.

Banana – A dinâmica de preços da banana sofreu influência das boas condições de produção, especialmente para a variedade nanica, o que contribuiu para o aumento da oferta e da qualidade do produto. Na Ceasa de Campinas/SP, os preços médios caíram 13,27% em relação ao mês de abril. Diante da demanda estável e do bom escoamento no decorrer de maio, apenas Fortaleza/CE teve incremento de 6% na média mensal de preços.

Melancia – m comparação ao mês de abril, a melancia ficou mais barata em 70% das unidades de abastecimento avaliadas, embora tenha apresentado acréscimo de 3,37% na média ponderada geral. O crescimento mais expressivo foi verificado no Rio de Janeiro (72%), devido ao aumento da comercialização de minimelancias, que possuem maior valor comercial. Nas Ceasas de Recife/PE e Fortaleza/CE, foram registrados preços inferiores em até 17%. O preço da fruta sofre interferência da diminuição da demanda, decorrente das menores temperaturas do inverno nos centros consumidores do Sul e Sudeste.

Laranja – Para a laranja, os níveis razoáveis dos estoques e a diminuição da demanda externa explicaram o movimento das cotações, que encerraram o mês com média ponderada 1,42% superior em comparação a abril. Com o aumento do fornecimento por parte de São Paulo, da Bahia e de Sergipe, maiores produtores do país, a oferta tende a crescer. As maiores quedas nos preços de atacado foram observadas em São Paulo (-10,93%) e São José/SC (-10,03%).

Mamão – Dentre as frutas analisadas, o mamão obteve o maior aumento percentual, equivalente a 7,49% na média ponderada. A queda mais expressiva foi registrada no Rio de Janeiro/RJ (-23,60%), enquanto os maiores aumentos foram verificados nas praças de Fortaleza/CE (67,42%) e Vitória/ES (51,11%). A diminuição da oferta da variedade formosa e dos envios provenientes do sul baiano e do norte capixaba explicam o cenário.

Hortaliças – A retração da demanda, típica da redução do consumo de hortaliças folhosas no inverno, contribuiu para a queda dos valores praticados para a alface em quase todas as Ceasas, com menores cotações em Belo Horizonte/MG (-27,98%), Vitória/ES (-25,71%) e Rio de Janeiro/RJ (-25,20%). A oferta do vegetal também ficou 10,8% abaixo da registrada em abril.

Cenoura – Em elevação nos dois últimos meses, a cenoura apresentou estabilidade, com queda de 0,63% na média ponderada dos valores de maio. Apesar de aumento inferior a 7% em metade das Ceasas monitoradas, foram registradas reduções superiores em Fortaleza/CE (-33,12%) e em São José/SC (-15,54%). Com a intensificação da safra de inverno e recuperação da oferta, principalmente a partir de Minas Gerais, os próximos meses devem ser de diminuição nos preços.

Cebola – Embora menores em comparação aos meses anteriores, os valores da cebola seguiram em crescimento pelo terceiro mês, com média ponderada em alta de 12,53%. Os preços médios do legume oscilaram entre queda de 5,09% em Recife/PE e aumento de até 21,62% em Campinas/SP. A dinâmica se justifica pela redução da oferta nacional, especialmente dos envios catarinenses, inferiores 35% em relação a abril.

Tomate – Para o tomate, o incremento na média ponderada foi de 19,85%, variando entre queda de 11,38% em Vitória/ES e aumento de 42,38% em Recife/PE. Essa movimentação pode ser explicada pelo maior controle da oferta pelos produtores, possibilitado pelas temperaturas mais baixas nas regiões produtoras, que retardam a maturação dos frutos e permitem a redução do ritmo da colheita.

Batata – Entre as hortaliças, a alta mais expressiva ficou com a batata, com preço médio percentual crescente em todas as Ceasas analisadas. O tubérculo fechou o mês com aumento de 57,95% na média ponderada dos preços praticados. O fim da safra das águas e o início ainda incipiente da safra de inverno reduziram a oferta. Maior produtor do país, Minas Gerais registrou a maior elevação (84,44%). Santa Catarina foi o único estado com queda, fechando o período com preços médios inferiores em 1,66% no comparativo com o mês anterior.

Exportações – O volume total das exportações até maio de 2026 teve alta de 14,1% em relação aos primeiros cinco meses de 2025, com faturamento de U$S 663,4 milhões. O país enviou 555,77 mil de toneladas ao exterior, com destaque para as frutas, principalmente maçã, abacate, pêssego, melancia, manga e melão.

Destaques – Nesta edição do Boletim, a seção traz informações sobre mudanças climáticas e “El Niño”, apresentando a relação do fenômeno com os agentes das cadeias produtivas e do abastecimento de alimentos do país, os impactos para a produção de hortaliças e de frutas, os efeitos regionais e as recomendações para o produtor.

As informações completas sobre preços e comercialização praticados em maio nas principais Centrais de Abastecimento brasileiras estão reunidas no 6º Boletim Prohort . A análise mensal contempla os produtos com maior representatividade nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) e maior peso no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A base de dados Conab/Prohort reúne informações de 117 frutas e 123 hortaliças, abrangendo mais de mil produtos e suas variedades.

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