Parceria entre os Ministérios das Comunicações e das Mulheres doa computadores a associações voltadas a profissionais de todo o Brasil
Mulheres pescadoras, marisqueiras, indígenas, quilombolas, extrativistas e jovens de comunidades tradicionais de diversas regiões do Brasil passarão a ter mais acesso à informação, capacitação, serviços públicos e oportunidades de geração de renda por meio da inclusão digital. Em parceria, os Ministérios das Comunicações e das Mulheres realizaram a doação de computadores para organizações que atendem esses públicos, ampliando o acesso à tecnologia em territórios que enfrentam desafios históricos de conectividade. O acordo foi assinado durante o Fórum Nacional de Políticas Públicas para esta população, realizado na Esplanada dos Ministérios.
Mais de 10 organizações da sociedade civil foram contempladas, garantindo o alcance da iniciativa em quatro das cinco regiões do país. A chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade do Ministério das Comunicações, Ludymilla Chagas, destacou que essas profissionais precisam acessar serviços públicos sem que, para isso, tenham de percorrer quilômetros de estrada ou de rio.
“As desigualdades atingem de forma diferente os territórios e as pessoas. Sabemos que as mulheres das águas enfrentam desafios históricos relacionados ao reconhecimento de seu trabalho, ao acesso a políticas públicas e à garantia de direitos. Por essa razão, promover inclusão digital também é promover justiça social. É garantir que a tecnologia esteja a serviço da vida, da produção, da organização comunitária e do fortalecimento das mulheres”, afirmou.
O Acordo de Cooperação Técnica firmado entre as duas pastas reforça o compromisso de garantir que o avanço tecnológico sirva como ferramenta de cidadania e desenvolvimento. O evento contou com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Helena, além de representantes do Ministério da Pesca e Aquicultura, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, do Ministério da Saúde e de pesquisadores da Fiocruz.
Organizações beneficiadas
A distribuição dos equipamentos alcançou comunidades que enfrentam desafios históricos de isolamento geográfico.
Nordeste: mulheres indígenas Pataxó (Bahia), marisqueiras de Alagoas, além de pescadoras e pescadores artesanais do Rio Grande do Norte e de Sergipe.
Norte: comunidades extrativistas costeiras e marinhas do Pará.
Sudeste: mulheres quilombolas de Minas Gerais, além de comunidades pesqueiras do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Centro-Oeste: comunidades pantaneiras de Mato Grosso.
