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Embrapa e MDA entregam Unidades do Sisteminha a comunidades do Piauí

30 de abril de 2026
Embrapa e MDA entregam Unidades do Sisteminha a comunidades do Piauí
Embrapa e MDA entregam Unidades do Sisteminha a comunidades do Piauí
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Festival Sisteminha Comunidades marca entrega e demonstração dos resultados

No próximo dia 1o de maio, na Comunidade Quilombola São Martins localizada em Paulistana (PI), será realizada entrega oficial das primeiras 60 Unidades em funcionamento na região do Sisteminha Comunidades. Na ocasião, também haverá apresentação do funcionamento do Sisteminha Comunidades e demonstração prática de resultados dessa primeira etapa.

O evento contará com a presença do secretário nacional de territórios e sistemas produtivos quilombolas e tradicionais do MDA, Edmilton Cerqueira,  do chefe-geral da Embrapa Maranhão, Marco Bomfim, dos chefes-adjuntos de transferência de tecnologia, Guilhermina Cayres (Embrapa Maranhão) e Reginaldo Paes (Embrapa Semiárido), além do pesquisador da Embrapa Maranhão Luiz Guilherme, responsável pelo desenvolvimento do Sisteminha.

Estarão presentes representantes das comunidades Chupeiro, Contente, Sombrio, Barro Vermelho, Escondido de Acauã, Angical de Acauã, Tanque de Cima, Angical Paulistana e Comunidade Indígena de Bate Maré, que também implantaram a tecnologia.

A iniciativa é parte do projeto “Sisteminhas Comunidades: Povos e Comunidades Tradicionais”, objeto do Termo de Execução Descentralizada (TED) entre a Embrapa Maranhão e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar – MDA e representa um marco para o desenvolvimento sustentável e a segurança alimentar e nutricional de comunidades tradicionais no Brasil. O objetivo é promover a geração de renda, inclusão social, autonomia produtiva e sustentabilidade ambiental por meio da produção de alimentos diversificados e da comercialização dos excedentes.

O chefe-geral da Embrapa Maranhão, Marco Bomfim, diz que a inclusão socioprodutiva é uma prioridade da Embrapa para reduzir a pobreza e garantir a segurança e a soberania alimentar. Segundo ele, os estudos mostram que a cada 1 real investido no Sisteminha, aumenta em 2,45 vezes o valor de compra em alimentos, representando a eficácia da política pública. “Em 60 meses, o investimento se paga e a família ganha autonomia na produção do seu próprio alimento. O Sisteminha Comunidades produz alimentos de forma muito rápida e ainda oferece autonomia às pessoas, aprendizado e conexão comunitária, o que mostra o papel da tecnologia na inovação tecnológica e social para o desenvolvimento local. Esse processo somente ocorre com a participação ativa da comunidade e da rede de parceiros e apoio das políticas públicas, uma aliança entre a sociedade organizada, instituições de ciência de tecnologia e o setor público”.

O pesquisador Luiz Carlos Guilherme destaca que o Sisteminha evoluiu. Saiu do foco do tratamento individual, em cada família, para um tratamento coletivo, de visão mais holística em relação à comunidade. Dessa forma, vem orientando oportunidades de negócios e formas de lidar com a aquisição de insumos, orientações técnicas, formação de novas lideranças, abrindo oportunidades de conhecimento e relação com comunidades vizinhas, o que permite agregação de valor e interação com o mercado.

“Há uma atuação coletiva de trabalho e atividades que permitem que as famílias parceiras sejam beneficiárias do processo. Esse é o principal avanço, a visão coletiva e a rede de parceiros e instituições, uma união de esforços entre técnicos e produtores, formando um batalhão coletivo de multiplicadores populares que podem evoluir, inclusive, para microempresas, minimizando os problemas de falta de empregos e oportunidades e potencializando a capacidade de produção de bens pelas famílias em vulnerabilidade, seu empoderamento e bem-estar”.

Luiz Guilherme também ressalta a capacidade adaptativa da tecnologia à realidade local. “Há uma flexibilidade muito grande no Sisteminha, tanto no número de módulos  como na forma de construção deles, gerando customização de acordo com as comunidades, suas culturas e especificidades de clima e vegetação. Assim, é uma ferramenta de desenvolvimento sustentável e resgate da dignidade, autoestima e geração de oportunidades, preservação de tradições culturais e promoção da sustentabilidade social, econômica e ambiental. Em resumo, um ferramenta de transformação da realidade”.

Sobre a tecnologia social – Constitui uma inovação significativa na produção de alimentos, direcionada especificamente para comunidades indígenas, quilombolas, e outros grupos tradicionais no território nacional. A tecnologia adota uma metodologia integrada que envolve a disposição sinérgica de 15 módulos de produção miniaturizados – incluindo peixes, aves, suínos, minhocas, abelhas, biodigestores, entre outros. Essa estratégia não somente produz alimentos de forma sustentável, mas também contribui para a melhoria do solo, qualidade da água, e biodiversidade. Além disso, a tecnologia facilita o acesso a insumos de alta qualidade e produtividade, combinando práticas tradicionais com tecnologia avançada para assegurar segurança alimentar e nutricional.

A tecnologia tem abordagem integrada, destacando-se por sua diversidade e flexibilidade, alinhando-se diretamente com várias ODS das Nações Unidas, como a erradicação da pobreza, fome zero, saúde e bem-estar, igualdade de gênero, água limpa e saneamento, redução das desigualdades, e consumo e produção responsáveis, além de aderir aos critérios ESG.

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