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Conheça grafiteiras que fizeram da Marginal Tietê um memorial contra o feminicídio

6 de março de 2026
Conheça grafiteiras que fizeram da Marginal Tietê um memorial contra o feminicídio
Conheça grafiteiras que fizeram da Marginal Tietê um memorial contra o feminicídio
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A Marginal Tietê, em São Paulo (SP), ganhou novas cores e significados com a inauguração do “Memorial pela Vida das Mulheres”, uma intervenção artística que reuniu mais de 30 grafiteiras em homenagem a Tainara Souza Santos, vítima de feminicídio no local em 2025. A iniciativa abriu a agenda do Ministério das Mulheres no mês de março e transformou o local onde ocorreu o crime em um memorial coletivo de arte, memória e resistência.

Tópicos da matéria
Luna Bastos Mariana Calle Pri Barbosa Enfrentamento ao feminicídio

Com curadoria da Lar Galeria e coordenação das artistas e produtoras Katia Lombardo e Simone Siss, a seleção de artistas priorizou a diversidade, reunindo mulheres de diferentes trajetórias, gerações e linguagens. O coletivo reúne desde integrantes do histórico grupo “As Noturnas”, pioneiras do grafite nos anos 1980, até artistas ligadas ao Hip Hop, ao realismo, ao stencil e a outras vertentes contemporâneas do grafite, compondo uma proposta plural e tecnicamente consistente. Também participam grafiteiras que vivem ou atuam na região onde Tainara vivia, fortalecendo o vínculo com a comunidade local e valorizando a produção cultural do território.

Ao integrar estilos que transitam do realismo ao stencil, do figurativo às letras periféricas, o mural se afirma como uma obra coletiva que evidencia a força da rede entre mulheres e a potência da arte urbana como instrumento de mobilização social.

Ao transformar o local onde ocorreu o crime em um espaço de arte e mobilização, as grafiteiras constroem um memorial vivo. A intervenção atua simultaneamente como denúncia, homenagem e ferramenta educativa, convocando a sociedade a refletir sobre a urgência do enfrentamento à violência contra as mulheres e reforçando que a memória também é um ato político.

Luna Bastos

Luna Bastos tem como eixo central de sua produção a ancestralidade africana, articulando identidade, representação, memória e ressignificação. Sua obra constrói uma imagética simbólica que propõe novas formas de compreender o mundo e as relações, para além das lógicas dominantes, por meio de linguagens como pintura, bordado, escultura, muralismo e tatuagem.

Natural de Teresina (PI), participou de exposições em instituições como o Museu de Arte do Rio, o Centro Cultural Banco do Brasil, a FGV Arte e o Museu de Arte de Ribeirão Preto, além de integrar festivais de arte urbana pelo mundo e desenvolver diversas colaborações e projetos comerciais ao longo de sua trajetória.

“Enquanto mulher eu me sinto muito emocionada porque é uma questão que atravessa todas nós. E diante dos inúmeros casos que têm se apresentando, eu acho muito significativo poder contribuir com a minha arte de alguma forma para homenagear, para gerar reflexão, assim, eu acredito muito no poder transformador da arte e acredito muito em um mundo em que mulheres possam existir de maneira livre, sem medo”, declarou a artista visual sobre participar da homenagem.

Arte feita no memorial pela a artista Luna Bastos

Mariana Calle

Mariana Calle , 27 anos, criada em Perus, na periferia de São Paulo, encontrou no grafite e no muralismo uma forma de expressar as complexidades de sua identidade como mulher negra em uma cidade marcada pela desigualdade. Iniciou a trajetória em 2012, em projetos comunitários, refletindo sobre a representação e o apagamento das mulheres periféricas.

Hoje, além de artista, atua como curadora, produtora cultural e pesquisadora, com foco na ampliação de espaço para artistas periféricos, especialmente mulheres negras. Sua pesquisa interdisciplinar investiga o apagamento histórico e contemporâneo dessas mulheres em São Paulo, articulando arte, entrevistas e análise cultural para questionar narrativas dominantes e promover justiça social e inclusão na cena artística.

A dimensão pessoal também marcou a participação de Mariana Calle na homenagem. “Meu trabalho se ambienta muito na periferia, onde acontecem muitas tragédias. Então, fazer parte desse mural, para mim, é um marco na minha vida. Foi até um problema recente que eu passei. Não chegou a um extremo, mas é um grito de alívio por ter me livrado de certas situações, e é um grito também para enaltecer essas mulheres e homenageá-las da melhor forma possível”, afirmou.

Arte feita no memorial pela a artista Mariana Calle

Pri Barbosa

A artista visual, muralista e ilustradora paulistana Pri Barbosa já realizou exposições no Brasil e no exterior e participou de festivais de arte urbana na América Latina e na Europa. Nos últimos anos, expandiu sua pesquisa para diferentes contextos culturais, voltando-se à investigação das memórias coletivas. Suas obras, antes centradas em feminismo e rebeldia, hoje retratam mulheres inspiradas em histórias reais, destacando figuras cotidianas como agentes de transformação social.

Pri Barbosa trouxe uma reflexão direta sobre a naturalização da violência nos relacionamentos em seu grafite que faz parte do Memorial pela Vida das Mulheres. “Hoje eu escolhi trazer uma discussão sobre o amor não ser algo que fere, sobre a gente conseguir se envolver com as pessoas sem normalizar a violência, sem normalizar a agressão. Eu trouxe um trabalho que é como se fosse uma pequena joia. Me interessa essa ideia de um objeto brilhante, reluzente, que reflita a nossa imagem. Quando a gente olha para esse objeto prateado, consegue se enxergar também. E nele está escrito: ‘amor não fere’. É um lembrete de carregar sempre, muito próximo do coração, a noção de que o amor é para acrescentar e não para ferir”, declarou.

Arte feita no memorial pela a artista Pri Barbosa

Enfrentamento ao feminicídio

Em 2025, o Brasil registrou número recorde de 1.548 vítimas de feminicídio, uma média de quatro mortes por dia. Para enfrentar essa realidade, o Governo do Brasil tem fortalecido o Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher, ampliado as Casas da Mulher Brasileira e os Centros de Referência da Mulher Brasileira, além de articular o Pacto Brasil entre os Três Poderes de Enfrentamento ao Feminicídio, iniciativa que integra Executivo, Legislativo e Judiciário na prevenção, responsabilização dos agressores e proteção às mulheres.

Confira a programação completa do “Março das Mulheres – Todos juntos por todas”.

Assuntos Governo
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