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Governo

‘Brasil está preparado e em vigilância permanente’, diz Waldez Góes sobre impactos do El Niño

18 de junho de 2026
‘Brasil está preparado e em vigilância permanente’, diz Waldez Góes sobre impactos do El Niño
‘Brasil está preparado e em vigilância permanente’, diz Waldez Góes sobre impactos do El Niño
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Ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional fala sobre a criação de uma cultura do risco no Brasil, com a implementação do Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil e do sistema Defesa Civil Alerta. Góes garantiu que não vão faltar recursos para prevenção ao fenômeno natural

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Defesa Civil Alerta▶️ Assista à íntegra do Programa Bom Dia, Ministro

O Governo do Brasil está mobilizado e preparado para minimizar os impactos causados por eventos climáticos extremos, como um novo El Niño, previsto para ainda este ano. A afirmação é do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, entrevistado do programa Bom Dia, Ministro desta quinta-feira (18/6), transmitido pelo Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Causado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, o El Niño acaba gerando um desbalanço severo no clima do Brasil, dividindo os impactos do país em duas realidades extremas: redução de chuvas e secas intensas, com suscetibilidade a incêndios florestais, nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste; e aumento expressivo de chuvas que potencializa inundações e deslizamentos nas regiões Sul e Sudeste.

Segundo Góes, o governo trabalha com a projeção de maior intensidade do fenômeno nos meses de outubro, novembro e dezembro deste ano. Para se preparar e minimizar os impactos, desde maio foi instalada uma sala de situação permanente, envolvendo 20 ministérios e órgãos públicos.

“Já temos 20 ministérios mobilizados nessa sala de situação. A Defesa Civil Nacional, o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) e o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) se reúnem frequentemente para poder trabalhar as informações de monitoramento e manter essa sala de situação informada e com planos, já bem definidos, a serem lançados em relação à preparação do Brasil para encarar a estiagem no Norte, no Nordeste, de certa forma até no Centro-Oeste, no Pantanal, assim como o Sul, que terá um impacto muito grande em relação às cheias”.

O Brasil está preparado, em vigilância e mobilizado permanentemente para dar resposta à sociedade”, afirmou o ministro

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Góes citou a experiência do Governo do Brasil em eventos climáticos extremos nos últimos anos, principalmente na estiagem e chuvas intensas que atingiram o Rio Grande do Sul entre 2023 e 2024, além de um tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu, o Paraná, no ano passado, para garantir uma resposta mais efetiva.

“O Brasil está sim mais preparado, mas vamos lembrar que nós temos tido uma mudança muito drástica em termos de questão climática. isso tem intensificado a frequência e a intensidade dos eventos. eu sempre dou o exemplo do Rio Grande do Sul, porque ele serve para a gente ilustrar bem o que é evento extremo e também como lidar com situações que fogem da rotina. Os modelos matemáticos às vezes não alcançam aquela previsão com uma determinada previsibilidade assertiva”.

O plano de contingência já está em curso. Ao mesmo tempo está sendo preparado o plano para fazer a resposta e criar cada vez mais o fortalecimento dessa cultura de lidar com risco antes que ele aconteça, para a gente diminuir a possibilidade de vidas serem ceifadas, patrimônio, agricultura. Tudo isso está sendo muito bem enxergado, nunca faltou e não faltarão recursos humanos, orçamentários e financeiros”, afirmou o ministro

Defesa Civil Alerta

Góes citou a implementação do Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil e do sistema Defesa Civil Alerta para criar o que ele chama de cultura do risco no País. O sistema avisa e orienta as pessoas em locais com risco iminente de alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra, vendavais, chuvas de granizo, dentre outros. O aviso é gratuito e realizado pelas Defesas Civis de estados e municípios.

“O Brasil, por muito tempo, trabalhava só para responder no pós-desastre. O presidente Lula nos determinou, seja com o Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil e com o sistema de alerta precoce, e também a política de prevenção com a recriação no Ministério da Cidades, fortalecer a cultura do risco. Enxergar a situação antecipadamente, trabalhar planos de contingência, e isso precisa ter a participação muito forte da comunidade local ou liderada pelos atores públicos com a participação do setor privado. Você pode ter o melhor plano de trabalho, mas se a comunidade local não estiver preparada para isso, para obedecer um alerta para saber onde se abrigar, como sair daquele ponto que está a sua localização. Então, isso não funciona, nenhuma tecnologia, nenhum plano funciona, se não tiver cultura implantada. Nós dependemos que, sobretudo nas regiões que são mais recorrentes às situações de eventos, que as escolas, igrejas, empresários, instituições públicas e privadas estejam mais próximas, que os planos de contingência sejam divulgados antecipadamente. Se o município tem um plano de contingência, tem uma área de risco, pode ser utilizado a qualquer momento”.

Se uma autoridade emite um alerta, você tem que respeitar. Agora, para você respeitar, tem que conhecer, conviver, participar, aprender a lidar com aquilo. O Brasil está se organizando cada vez mais e criando uma cultura do risco. Políticas públicas, planos de contingência, monitoramento do sistema de alerta precoce e lidar com a preparação, mitigação, resposta e reconstrução. Enxergar todo o processo de lidar com o risco antes que ele aconteça”, explicou o ministro

▶️ Assista à íntegra do Programa Bom Dia, Ministro

Assuntos Governo
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