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Governo

Dario Durigan: encontro de Lula e Trump vai tratar de combate ao crime organizado, Pix e comércio

6 de maio de 2026
Dario Durigan: encontro de Lula e Trump vai tratar de combate ao crime organizado, Pix e comércio
Dario Durigan: encontro de Lula e Trump vai tratar de combate ao crime organizado, Pix e comércio
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Presidentes de Brasil e Estados Unidos se reúnem na quinta-feira (7) em Washington (EUA). Tema foi abordado pelo ministro da Fazenda durante o Bom Dia, Ministro desta quinta (6)

Tópicos da matéria
PixTaxa de juros

Previsto para ocorrer nesta quinta-feira (7/5) em Washington (EUA), o encontro entre os presidentes Lula (Brasil) e Donald Trump (Estados Unidos) deve ter como temas parcerias de combate ao crime organizado, Pix, desmatamento e comércio entre os países. Foi o que afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante o programa Bom Dia, Ministro desta quarta-feira (6/5), transmitido pelo Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

O presidente Lula é um grande líder, o debate brasileiro no mundo é muito respeitoso, e o Brasil muito respeitado. A gente agora está se preparando para essa visita lá em Washington para tratar com o presidente Trump e com a equipe dele, sempre de maneira muito construtiva”.

“Aumentar a cooperação para combater o crime organizado está na nossa pauta. Tratar das questões envolvendo tarifa e comércio bilateral está na nossa pauta”, disse o ministro.

Em relação ao crime organizado, Durigan citou um acordo recente de cooperação mútua entre a Receita Federal do Brasil e o U.S. Customs and Border Protection (CBP), agência de fronteiras dos Estados Unidos, com foco no enfrentamento ao crime transnacional. A iniciativa tem como objetivo integrar esforços de inteligência e promover operações conjuntas para interceptar remessas ilícitas de armamentos e entorpecentes.

Eles estão passando para a gente informação, e a gente, por reciprocidade, também está entregando informação de raio-x de contêineres que saem dos Estados Unidos e vêm para o Brasil. São milhares de contêineres diários que vêm para cá, porque a nossa relação comercial é boa e é isso que nós queremos garantir quando a gente estiver nos Estados Unidos”.

“A gente está junto com a inteligência artificial fazendo relatórios para apontar onde pode ter risco, pode ter problema nesses contêineres. Riscos de que? Arma e droga. No último ano, de maio do ano passado até abril de 2026, foram apreendidas no Brasil mais de meia tonelada de armas e equipamentos bélicos vindo dos Estados Unidos. E a gente está aumentando isso com o tempo graças a essa parceria com o governo norte-americano. Muita droga sintética vindo dos Estados Unidos para o Brasil é também identificada, e nós estamos reportando de volta para eles, de onde vem, que tipo de arma, que tipo de droga, até para as autoridades norte-americanas conseguirem fazer o rastreamento de onde vem isso”, explicou o ministro.

Pix

Segundo o ministro, o funcionamento do Pix também deve ser tratado no encontro entre Lula e Trump.

“Há dúvidas nos Estados Unidos em relação ao Pix, por exemplo? Nós estamos à disposição para explicar. O Pix é uma infraestrutura de pagamento público que os Estados Unidos inclusive conhecem. Eles têm ferramentas parecidas, então eles entendem o que é o Pix e a gente precisa afastar algum lobby indevido que exista em relação ao Pix. A questão do desmatamento, que às vezes aparece, o Brasil tem diminuído a níveis históricos. Então tem muito debate a ser feito, nessa linha de que não se pode ter interferência no Brasil indevida e nem nos Estados Unidos. O debate tem que ser institucional, respeitoso e construtivo, vamos seguir nessa linha”.

“É importante entender agora que todo aquele movimento inicial de dizer que o Brasil tinha superávit com os Estados Unidos, quando é o contrário, você pegar o quanto o Brasil paga para as empresas norte-americanas em termos de serviço digital, serviço financeiro, o Brasil é que tem déficit com os Estados Unidos, é a mesma situação que incomoda os Estados Unidos com a China. Se os Estados Unidos começam a impor tarifa porque tem um grande déficit com a China, nós somos os deficitários na relação com os Estados Unidos. Isso foi esclarecido, a questão política foi esclarecida. Então, a ideia é que a gente proteja a nossa população, coloque o Brasil na frente e faça um diálogo construtivo”, afirmou o ministro.

Minerais e terras raras — Outro ponto abordado na entrevista foi a política de recursos naturais. Dario Durigan falou sobre a proposta de regulamentação de terras raras e minerais críticos, atualmente em debate no Congresso Nacional. O ministro afirmou que a medida está alinhada com o governo e que o objetivo é garantir a industrialização do país com a exploração dos recursos. “Nós queremos fazer diferente com as terras raras. Claro que o investimento estrangeiro no Brasil é bem-vindo, mas nós queremos fazer o adensamento produtivo, nós queremos fazer a industrialização no Brasil, gerando emprego de qualidade, em parceria com as nossas universidades”, destacou.

Taxa de juros

 Ao comentar sobre a taxa de juros do país, o titular da Fazenda destacou que é necessário compreender de maneira correta as causas do cenário de alta. De acordo com o ministro, não procede a ideia de que os juros altos são resultado do aumento dos gastos públicos e que o governo vem promovendo melhorias graduais no equilíbrio fiscal.

“O que a gente tem que fazer, do lado do Ministério da Fazenda, é ir organizando as contas públicas. Do lado do Ministério, a conta pública tem melhorado ano a ano. Então a gente zerou o déficit em 2024, manteve o déficit em 2024, zerado em 2025, e estamos mirando o superávit a partir de 2026 e 2027. Porque esse é o papel do Ministério da Fazenda. A taxa de juros não é, muitas vezes, a explicação para uma dívida específica das pessoas brasileiras”, afirmou.

Durigan ressaltou que fatores como a inadimplência e o cenário internacional têm peso relevante e que o Governo do Brasil atua para ampliar o acesso ao crédito. “Hoje o que mais afeta a taxa de juros no país são questões externas. Veja que todo o debate público é: a guerra tem desajustado a economia do mundo, fazendo com que preços aumentem e isso bota pressão na inflação. Como nós também estamos protegendo o país da guerra, estamos ajudando a política monetária. Nós estamos agora numa trajetória de corte de juros para que essa trajetória se aprofunde e é isso que o país precisa” declarou o ministro.

Assuntos Governo
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