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Governo

Redução da jornada de trabalho avança no Congresso sob perspectiva de direitos humanos

23 de abril de 2026
Redução da jornada de trabalho avança no Congresso sob perspectiva de direitos humanos
Redução da jornada de trabalho avança no Congresso sob perspectiva de direitos humanos
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A redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 entrou na pauta do Congresso Nacional mais uma vez, com aprovação unânime da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados nessa quarta-feira (22/4) e apresentação, em regime de urgência, de Projeto de Lei (PL) do Governo do Brasil na última terça-feira (14). O tema avança com apoio do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), que fundamenta seu posicionamento na promoção do trabalho digno e na garantia de direitos fundamentais.

Tópicos da matéria
Trabalho digno e direitos fundamentais Apoio à proposta

Sob a perspectiva dos direitos humanos, o debate segue com base em notas técnicas elaboradas por diferentes áreas do ministério. Os documentos destacam que a proposta está alinhada a compromissos internacionais assumidos pelo Brasil e a princípios constitucionais, como a dignidade da pessoa humana, além de dialogar com evidências sobre os impactos das jornadas extensas na saúde física e mental da população trabalhadora.

Trabalho digno e direitos fundamentais

Anteriormente, o MDHC participou de encontros e debates no Congresso Nacional que abordaram os impactos da escala 6×1 sobre a dignidade da pessoa humana. Nessas ocasiões, a pasta destacou que a discussão sobre jornada de trabalho deve ser compreendida como parte da agenda de direitos humanos.

A posição do MDHC se apoia, entre outros instrumentos, no Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (PIDESC), que reconhece o direito a condições de trabalho justas e favoráveis, incluindo a limitação razoável da jornada. Também dialoga com a Constituição Federal de 1988, que assegura direitos sociais relacionados ao trabalho e à saúde.

O MDHC ressalta que a sobrecarga laboral atinge de forma mais intensa grupos em situação de vulnerabilidade, como mulheres — especialmente devido à dupla jornada —, pessoas em situação de pobreza, pessoas idosas e pessoas com deficiência.

O ministério também destaca que a produtividade não deve ser avaliada apenas pelo volume de horas trabalhadas, mas pela eficiência e pelas condições adequadas de trabalho, considerando os impactos sociais e econômicos do adoecimento e da alta rotatividade.

Apoio à proposta

Em agendas recentes, o MDHC também apresentou manifestações técnicas de diferentes áreas da pasta em apoio à proposta de emenda à Constituição. As contribuições envolvem análises das secretarias voltadas à promoção e defesa de direitos de diversos grupos sociais, além de estudos sobre empresas e direitos humanos.

Os documentos apontam que o fim da escala 6×1 pode contribuir para ampliar o tempo de convivência familiar e comunitária, fortalecer vínculos sociais e promover melhores condições de vida para trabalhadores e trabalhadoras.

Para o MDHC, a proposta dialoga diretamente com o direito à convivência familiar e parentalidade, à participação comunitária e ao acesso a outras dimensões da vida social, como cultura e religiosidade.

“De acordo com notas técnicas produzidas pelo MDHC, a proposta tem efeitos extremamente positivos para a população LGBTQIA+, para pessoas idosas e para pessoas com deficiência e repercute diretamente no direito à parentalidade, ao possibilitar que pais e mães tenham mais tempo de convivência com seus filhos e filhas. Essa é uma pauta central para a classe trabalhadora brasileira”, detalhou o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares do MDHC (ASPAR), Pedro Brandão.

O ministério também ressalta que a organização do trabalho não deve se basear em condições que restrinjam a vida social e familiar da população, destacando que a superação de jornadas excessivas é parte do enfrentamento das desigualdades sociais no país.

Assuntos Governo
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