Brasília, 22/05/2026 – A Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), divulga os resultados parciais da 11ª fase da Operação MUTE, realizada entre os dias 18 e 21 de maio de 2026, em 23 unidades federativas do país. Nesta sexta-feira (22), a operação será concluída com ações em todas as unidades da federação e no Distrito Federal, consolidando mais uma edição nacional da Operação MUTE com alcance em todo o território brasileiro.
A operação mobilizou 2.854 policiais penais em 49 estabelecimentos prisionais, resultando na revista de 2.611 celas e na apreensão de 534 celulares ilícitos.
As unidades participantes da operação concentram aproximadamente 65.040 pessoas privadas de liberdade.
A Operação MUTE integra as ações estratégicas do Programa Brasil Contra o Crime Organizado e tem como foco o enfrentamento das comunicações ilícitas no interior das unidades prisionais, contribuindo diretamente para a redução da atuação de organizações criminosas dentro e fora dos presídios.
Com os resultados da 11ª fase, os números acumulados das onze fases da Operação MUTE, realizadas desde 2023, passam a somar:
• 8.500 aparelhos celulares apreendidos;
• 41.457 policiais penais participantes das ações;
• 680 estabelecimentos prisionais participantes;
• 40.214 celas revistadas.
As ações reforçam a atuação integrada entre a União e os estados, aliando inteligência policial, tecnologia e operações coordenadas, para ampliar o controle estatal no sistema prisional e fortalecer a segurança pública.
Ação estratégica no Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, em parceria com a Secretaria de Estado da Polícia Penal RJ, a 11ª fase da Operação MUTE teve direcionamento estratégico voltado ao enfrentamento de uma organização criminosa especializada na execução de crimes por meio de aparelhos celulares. Os sete estabelecimentos prisionais revistados concentram pessoas custodiadas ligadas a essa atuação criminosa.
Resultados parciais da ação no estado:
• 42 aparelhos celulares apreendidos;
• 134 policiais penais participantes das ações;
• 7 estabelecimentos prisionais participantes;
• 25 celas revistadas;
• 3 chips apreendidos;
• Outros ilícitos: 513g e 3.993 porções de substâncias análogas a entorpecentes.
Como reforço à estratégia de neutralização das comunicações criminosas, o Rio de Janeiro receberá imediatamente seis equipamentos de inspeção por raio-X, que serão instalados estrategicamente em unidades prisionais do estado. A tecnologia ampliará a capacidade de detecção de materiais ilícitos e fortalecerá os protocolos de controle de acesso nas unidades consideradas prioritárias pela inteligência penal.
As ações operacionais no Rio de Janeiro reforçam a estratégia nacional de enfraquecimento das estruturas de comunicação do crime organizado.
Início da modernização das unidades prisionais
Com investimento global estimado em R$ 324 milhões, o Padrão Segurança Máxima já possui mais de R$ 184,9 milhões com processos de aquisição em andamento, incluindo contratos firmados e compras já encaminhadas para entrega de equipamentos, tecnologias e viaturas que serão doados pelo Governo Federal. O montante garante o avanço imediato das entregas previstas para 2026 e representa mais de 57% dos investimentos previstos no projeto
O projeto Padrão Segurança Máxima também prevê a modernização de 138 unidades prisionais estratégicas em todas as 27 Unidades Federativas.
As unidades foram definidas com base no Mapa das Organizações Criminosas da SENAPPEN, bem como em critérios técnicos de segurança e inteligência penal.
As 138 unidades prisionais estratégicas estão distribuídas da seguinte forma nas regiões do país:
• Norte: 23;
• Nordeste: 45;
• Centro-Oeste: 15;
• Sudeste: 38;
• Sul: 17.
Para essas unidades, já foram adquiridos 276 equipamentos de raio-X destinados às 27 Unidades Federativas. O planejamento prevê o envio de duas máquinas para cada unidade contemplada pelo projeto, com entregas previstas até o início do segundo semestre. O investimento aproximado é de mais de R$ 36 milhões.
Também já foram adquiridos 138 scanners corporais, com mais de R$ 38 milhões.
As tecnologias ampliam a capacidade de detecção de materiais ilícitos e reforçam os mecanismos de controle e rigidez de acesso às unidades prisionais. Na prática, as medidas buscam impedir que celulares e outros ilícitos retirados nas operações retornem às unidades prisionais.
Além disso, foram adquiridas 365 viaturas, com investimento de mais de R$ 108 milhões. A meta é que, até o fim do ano, cada unidade prisional contemplada pelo projeto receba três viaturas, sendo, ao menos, uma blindada, com objetivo de fortalecer as ações de escolta, transporte e operações de segurança penitenciária.
