Com foco na ampliação da oferta no SUS, o ministro Alexandre Padilha também conhece soluções em integração de dados que otimizam diagnósticos, reduzem filas e elevam a qualidade do cuidado em saúde
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cumpriu mais um dia de agenda oficial na Coreia do Sul com foco na busca por inovação e fortalecimento da produção de medicamentos biológicos no Brasil. Nesta terça-feira (24/2), ele visitou as empresas Samsung Bioepis e Samsung Biologics, referências globais em biotecnologia e fabricação de medicamentos biológicos.
Durante a agenda, o ministro conheceu as instalações das duas companhias e discutiu possibilidades de cooperação tecnológica, transferência de conhecimento e ampliação da capacidade produtiva — pontos estratégicos para o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde no Brasil, que vem sendo retomado a partir deste governo, garantindo o abastecimento de fármacos, promovendo a transferência de tecnologia e ampliando a autonomia produtiva nacional.
“O Brasil tem aproveitado cada vez mais as portas que se abrem no mundo a partir da ação do presidente Lula para reduzir qualquer dependência na produção de medicamentos e tecnologias em saúde. Não queremos ficar dependentes de apenas um país ou de uma única região do mundo; queremos diversificar parcerias para produzir cada vez mais no Brasil e, com isso, cuidar da nossa população com mais segurança. Essa estratégia também pode ampliar o número de produtores desses medicamentos, contribuindo para reduzir preços, baixar custos e aumentar o acesso da população”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Na visita à Samsung Bioepis, o chefe da Pasta acompanhou de perto o desenvolvimento e a comercialização de biossimilares, estratégia que tem como objetivo ampliar o acesso a medicamentos biológicos com mais qualidade e menor custo.
A empresa atua em áreas terapêuticas como imunologia, oncologia, oftalmologia, hematologia, nefrologia e endocrinologia, além de expandir sua atuação para terapias gênicas e antibody-drug conjugates (ADCs) voltados ao tratamento de doenças raras. Atualmente, a companhia desenvolveu 12 biossimilares, dos quais 11 já foram aprovados em diferentes áreas terapêuticas, além de contar com 9 produtos lançados em mais de 40 países. Segundo dados acumulados de 2024–2025, essa atuação possibilitou o acesso a tratamento para mais de 508 mil pacientes.
Já na Samsung Biologics, reconhecida como a maior CDMO (Contract Development and Manufacturing Organization) do mundo em capacidade de manufatura, Padilha conheceu a estrutura que lidera globalmente em volume de biorreatores. A empresa oferece serviços integrados de desenvolvimento e produção de medicamentos biológicos, com atuação end-to-end.
Entre os destaques estão mais de 425 aprovações regulatórias globais; o foco em modalidades avançadas, como anticorpos multiespecíficos, proteínas de fusão, ADCs e mRNA; e a expansão para novas frentes, como terapias celulares e gênicas e o uso de organoides.
Mais tecnologia para otimizar os diagnósticos
O ministro também foi até o Samsung Medical Center, um dos hospitais mais avançados e reconhecidos da Coreia do Sul, fundado em 1994. A instituição é referência em oncologia, cardiologia, neurologia, transplantes e tratamento de doenças complexas e críticas, combinando tecnologia de ponta com atendimento personalizado e centrado no paciente.
“É muito importante para o ministério da saúde estabelecer relação com esta instituição. O governo do Brasil está implementando uma rede de hospitais inteligente no país. E com isso vamos estimular que outros hospitais – públicos e privados – adotem essas tecnologias e levem saúde de mais qualidade para as pessoas”, destacou o ministro Padilha.
O hospital integra inovação à prática clínica por meio de um centro dedicado à convergência entre engenharia biomédica, terapia digital e pesquisas em Alzheimer, além do desenvolvimento de sistemas personalizados de neuromodulação e dispositivos digitais integrados.
Na área de inteligência artificial, utiliza sistemas de apoio à decisão clínica com análise de imagens — como avaliação de úlceras por pressão, classificação de gravidade e recomendação de curativos —, além de modelos preditivos para estimar a demanda diária de exames e procedimentos, reduzindo filas e otimizando agendamentos. A integração de dados também permite prever doenças e aprimorar a gestão personalizada dos pacientes.
Em emergência e cuidados críticos, conta com painel centralizado em tempo real para monitoramento de pacientes e alocação de recursos. Na robótica, emprega robôs autônomos para logística hospitalar e plataformas integradas de suporte assistencial.
A visita permitiu acompanhar como as tecnologias desenvolvidas são aplicadas na prática e efetivas para diminuir o tempo de espera dos pacientes por exames e atendimentos — reforçando que qualidade em saúde exige investimento contínuo em inovação e qualificação profissional.
Carolina Militão
Ministério da Saúde

