Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Accept
O Governador
Facebook Like
Twitter Follow
Instagram Follow
O GovernadorO Governador
Pesquisar
  • Principal
Follow US
© Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Governo

Lula afirma que manutenção da democracia exige superar desigualdades sociais

21 de julho de 2025
Lula afirma que manutenção da democracia exige superar desigualdades sociais
Compartilhar

No Chile, como parte da reunião de alto nível Democracia Sempre, presidente brasileiro diz que a defesa da liberdade de todos exige compromisso na distribuição de renda. Leia discurso na íntegra

Tópicos da matéria
Passado sombrioDiscurso na íntegra:

Os presidentes brasileiro, chileno, uruguaio e colombiano, e o primeiro-ministro espanhol, fizeram comunicado à imprensa na tarde desta segunda (21/7), como parte da reunião de alto nível Democracia Sempre, realizada na capital do Chile, Santiago.

Como fez em outras ocasiões, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou que a persistência das desigualdades sociais é terreno fértil para o surgimento de forças extremistas reacionárias. Lula defendeu que a manutenção e fortalecimento da democracia exige que todos os segmentos sociais, incluindo os super-ricos, trabalhem pelo bem-estar comum.

Reconhecemos a urgência de lutar contra todas as formas de desigualdade. Não há justiça em um sistema que amplia benefícios para o grande capital e corta os direitos sociais. O salário médio global de um presidente de multinacional é 56 vezes maior do que o de um trabalhador. Políticas de austeridades obrigam o mundo em desenvolvimento a conviver com o intolerável: 733 milhões de pessoas passam fome todos os dias”, disse Lula, durante seu discurso.

O presidente destacou que o mundo assiste à uma ofensiva do extremismo de direita, que flerta com o fim da democracia e das liberdades individuais. Enfrentar essa ofensiva exige união de forças políticas democráticas e precisa do multilateralismo como ferramenta internacional.

Tanto no plano interno quanto internacionalmente, é preciso que haja desconcentração de renda e que os super-ricos deem sua contribuição, disse Lula.

Leia também:
Presidentes de Brasil, Espanha, Chile, Colômbia e Uruguai escrevem: ‘Não cabe imobilismo nem medo’

“A Aliança contra a Fome e a Pobreza, lançada pela presidência brasileira do G20 no ano passado, busca superar definitivamente esse flagelo. A justiça tributária é outro passo para recolocar a economia a serviço do povo. Os super-ricos precisam arcar com a sua parte nesse esforço”, destacou.

“Só o combate às desigualdades sociais, de raça e de gênero, pode resgatar a coesão e a legitimidade das democracias. A crise ambiental introduz novas formas de exclusão, com os impactos desproporcionais para os setores mais vulneráveis. Sem um novo modelo de desenvolvimento, a democracia seguirá ameaçada por aqueles que colocam seus interesses econômicos acima dos da sociedade e da pátria”.

Passado sombrio

Lula recordou que, em passado não tão distante – anos 1960 a 1980 – a América do Sul vivenciou ditaduras que não deseja ver repetidas.

“Este encontro no Palácio de La Moneda, ao lado dos presidentes Boric, Pedro Sanchos, Petro e Amandou, tem uma simbologia muito especial. Aqui, a democracia chilena sofreu um dos atentados mais sangrentos da história da América Latina. Nossos países conhecem de perto os horrores das ditaduras que mataram, perseguiram e torturaram”, discursou,  lembrando o golpe que vitimou o presidente eleito Salvador Allende e custou a morte de chilenos pelas décadas seguintes, assim como o fim das liberdades individuais e coletivas em todos os países da

“O caminho para a conquista da democracia e da liberdade foi longo. Democracias não se constroem da noite para o dia. Zelar pelos interesses coletivos é uma tarefa permanente”, completou.

Os presidentes do Uruguai, Yamandú Orsi, da Colômbia, Gustavo Petro, do Chile, Gabriel Boric, e o presidente do Governo da Espanha, Pedro Sánchez, também discursaram.

Discurso na íntegra:

“Este encontro no Palácio de La Moneda, ao lado dos presidentes Boric, Pedro Sanchez, Petro e Yamandu, tem uma simbologia especial.

Aqui a democracia chilena sofreu um dos atentados mais sangrentos da história da América Latina.

Nossos países conhecem de perto os horrores de ditaduras que mataram, perseguiram e torturaram.

O caminho para a reconquista da democracia e da liberdade foi longo.

Democracias não se constroem da noite para o dia.

Zelar pelos interesses coletivos é uma tarefa permanente.

Vivenciamos uma nova ofensiva anti-democrática.

Para reagir a esse movimento, Espanha e Brasil promoveram um encontro à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro do ano passado.

De lá para cá, a situação no mundo se agravou.

O quadro que enfrentamos exige ações concretas e urgentes.

A reunião de hoje, organizada pelo presidente Boric, é um passo nessa direção.

A democracia liberal não foi capaz de responder aos anseios e necessidades contemporâneas.

Cumprir o ritual eleitoral a cada 4 ou 5 anos não é mais suficiente.

O sistema político e os partidos caíram em descrédito.

Por essa razão, conversamos sobre o fortalecimento das instituições democráticas e do multilateralismo em face dos sucessivos ataques que vêm sofrendo.

Concordamos sobre a necessidade de regulamentação das plataformas digitais e do combate à desinformação, para devolver ao estado a capacidade de proteger seus cidadãos.

A chave para um debate público livre e plural é a transparência de dados e uma governança digital global.

Liberdade de expressão não se confunde com autorização para incitar a violência, difundir o ódio, cometer crimes e atacar o Estado Democrático de Direito.

Reconhecemos a urgência de lutar contra todas as formas de desigualdade.

Não há justiça em um sistema que amplia benefícios para o grande capital e corta direitos sociais. 

O salário médio global de um presidente de multinacional é 56 vezes maior que o de um trabalhador.

Políticas de austeridade obrigam o mundo em desenvolvimento a conviver com o intolerável: 733 milhões de pessoas passam fome todos os dias.

A Aliança contra a Fome e a Pobreza lançada pela presidência brasileira do G20, no ano passado, busca superar definitivamente esse flagelo.

A justiça tributária é outro passo para recolocar a economia a serviço do povo.

Os super-ricos precisam arcar com a sua parte nesse esforço.

Só o combate às desigualdades sociais, de raça e de gênero pode resgatar a coesão e a legitimidade das democracias.

A crise ambiental introduz novas formas de exclusão, com impactos desproporcionais para os setores mais vulneráveis.

Sem um novo modelo de desenvolvimento, a democracia seguirá ameaçada por aqueles que colocam seus interesses econômicos acima dos da sociedade e da pátria.

Este encontro também foi um momento de reflexão sobre o estado da integração regional e do mundo.

A América Latina e o Caribe são uma força positiva na promoção da paz, no diálogo e no reforço do multilateralismo.

Com a Espanha e a Europa compartilhamos uma longa história e laços econômicos e sociais.

Somos duas regiões incontornáveis na ordem multipolar nascente.

Enfrentamos desafios semelhantes no enfrentamento da discriminação racial, da xenofobia e da mudança do clima.

Também nos une a promoção e proteção dos direitos humanos.

Neste momento em que o extremismo tenta reeditar práticas intervencionistas, precisamos atuar juntos.

A defesa da democracia não cabe somente aos governos.

Requer participação ativa da academia, dos parlamentos, da sociedade civil, da mídia e do setor privado.

Logo mais, participaremos de diálogo para aproximar nossa Iniciativa dos movimentos sociais, das ONGs, dos sindicatos, da academia e dos estudantes.

Esta caminhada continuará em setembro, com outro evento em Nova Iorque, à margem da Assembleia Geral da ONU, envolvendo mais países latino-americanos, europeus, africanos e asiáticos.

Muito obrigado.”

Assuntos Governo
Compartilhar este artigo
Facebook Twitter Email Copy Link Print

Você pode gostar também

Lula na Caravana Federativa em São Paulo: 'Prefeitos, não tenham medo de cobrar'
Governo

Lula na Caravana Federativa em São Paulo: ‘Prefeitos, não tenham medo de cobrar’

19 de março de 2026
MGI lança desafio para ampliar acessibilidade no SouGov.br
Governo

MGI lança desafio para ampliar acessibilidade no SouGov.br

19 de março de 2026
Pé-de-Meia: pagamentos de 2026 começam na segunda-feira (23)
Governo

Pé-de-Meia: pagamentos de 2026 começam na segunda-feira (23)

19 de março de 2026
Alter do Chão surpreende com praias de areia branca e águas mornas no coração da floresta
Governo

Alter do Chão surpreende com praias de areia branca e águas mornas no coração da floresta

19 de março de 2026
Lula assina novas regras para garantir pagamento de frete justo a caminhoneiros
Governo

Lula assina novas regras para garantir pagamento de frete justo a caminhoneiros

19 de março de 2026
Lula assina novas regras para garantir pagamento de frete justo a caminhoneiros
Governo

Lula assina novas regras para garantir pagamento de frete justo a caminhoneiros

19 de março de 2026
Lula sanciona lei que amplia redução de impostos para a indústria química nacional
Governo

Lula sanciona lei que amplia redução de impostos para a indústria química nacional

19 de março de 2026
Hospital em Campo Grande (MS) realiza procedimento inédito de cardiologia com uso de tecnologia avançada
Governo

Hospital em Campo Grande (MS) realiza procedimento inédito de cardiologia com uso de tecnologia avançada

19 de março de 2026
MPA lança consulta pública do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura
Governo

MPA lança consulta pública do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura

19 de março de 2026
Rádio Nacional prepara série de entrevistas sobre 90 anos da emissora
Governo

Rádio Nacional prepara série de entrevistas sobre 90 anos da emissora

19 de março de 2026
MGI consolida protagonismo em compras públicas com cinco indicações em prêmio nacional
Governo

MGI consolida protagonismo em compras públicas com cinco indicações em prêmio nacional

19 de março de 2026
Ministério destina imóveis da União para cidades paulistas, na Caravana Federativa
Governo

Ministério destina imóveis da União para cidades paulistas, na Caravana Federativa

19 de março de 2026
O GovernadorO Governador