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Governo

Haddad diz que bolsonaristas costumam apresentar dados falsos e fugir de debates

11 de junho de 2025
Haddad diz que bolsonaristas costumam apresentar dados falsos e fugir de debates
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Após discussão acalorada com deputados da base bolsonarista, em audiência na Câmara, ministro Fernando Haddad critica quem “vomita números errados e sai antes de ouvir a resposta”

Nesta quarta (11/6), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou duramente deputados que fizeram perguntas e saíram da sala antes que ele pudesse responder. Haddad atribuiu a bolsonaristas a prática de provocar, apresentar dados falsos e depois “sair sem ouvir a resposta”. O ministro lembrou ainda que o então candidato à presidência, Jair Bolsonaro, se recusou a enfrentá-lo em debates, quando Haddad também concorria ao cargo, em 2018. Segundo ele, Bolsonaro “fugiu” quando já tinha alta médica.

O titular da Fazenda deu essas declarações à imprensa após ter protagonizado discussão acalorada com os deputados da base bolsonarista Nikolas Ferreira (PL-MG), Carlos Jordy (PL-RJ) e Capitão Alberto (PL-AM), durante audiência na Câmara. Os dois primeiros fizeram perguntas e depois se retiraram da sala, antes que o ministro iniciasse sua fala. Haddad disse que a atitude dos dois parlamentares tinha “um pouco de molecagem” e era nociva à democracia. Foi interrompido por Capitão Alberto. Após bate-boca, a sessão foi encerrada.

À saída do encontro, em conversa com jornalistas, o ministro da Fazenda disse: “Eu considero um desrespeito muito grande. A pessoa se dispor a vir ao Parlamento, tanto à Câmara como ao Senado, sempre com muita disposição, sempre com todo o interesse de esclarecer.  E outra pessoa faz uma pergunta, vomita uma porção de números errados sobre a economia e ele simplesmente sai, sai da sala antes de ouvir a resposta. Então qual é o objetivo de uma reunião como essa?”, disse Haddad.

O ministro então comparou o ocorrido com a postura de Bolsonaro na campanha presidencial de 2018: “Eu sei que as pessoas têm outro compromisso. É um direito delas fazer as perguntas, ouvir e sair do plenário. Agora, da maneira como os bolsonaristas estão fazendo… Eu já passei por 2018, em que o Bolsonaro teve alta, teve autorização dos médicos para participar de debate e fugiu”, disse.

Haddad completou: “Toda vez é isso, toda vez que nós vimos aqui para esclarecer, eles fogem do debate num tom desrespeitoso, num tom jocoso, sempre fazendo pouco caso das informações que são prestadas, que são informações oficiais. Então, eu penso realmente que esse tipo de postura não contribui. Daqui a pouco, esse tipo de atividade que é essencial para manter uma relação do Executivo com o Legislativo em alto nível, ela não vai mais acontecer”.

Fake news e tumulto

O episódio com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ocorrido na semana retrasada, foi lembrado por Haddad. Ele disse que alguns parlamentares fazem ataques com o objetivo de municiar as redes sociais. “Daqui a pouco, qual é o ministro que vai se sentir à vontade para prestar esclarecimentos? Se as pessoas simplesmente falam o que querem e deixam a sala, não escutam o que nós temos para responder. Por que perguntou, então?  Se não é para ouvir a resposta, perguntou para quê? Qual o objetivo desse debate? Se é que é um debate”, completou. 

No debate desta quarta, os deputados Ferreira e Jordy fizeram críticas às propostas apresentadas por Haddad para compensar as isenções fiscais – algo que o STF já havia determinado que o próprio Congresso fizesse, no ano passado – e substituir a alta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em algumas operações, da qual o Governo desistiu.

Jordy disse ainda que a atual gestão teria feito o maior déficit da história e arruinado o superávit deixado pelo antecessor. As duas informações são falsas. Na verdade, o maior déficit, de R$ 720 bilhões, foi alcançado por Bolsonaro, em 2019. Os bolsonoristas alegaram que houve superávit de R$ 54 bilhões, em 2022.

Naquele ano eleitoral, lembrou o ministro, o governo Bolsonaro promoveu manobras contábeis, como adicionar venda de ativos, e deu calote em pagamentos de precatórios e em repasses aos estados. E quem pagou a conta foi o atual governo. 

Assuntos Governo
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