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Final da Supercopa Feminina é marcada por mobilização contra a violência à mulher

7 de fevereiro de 2026
Final da Supercopa Feminina é marcada por mobilização contra a violência à mulher
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A final da Supercopa Feminina, disputada na tarde deste sábado (7/2), na Arena Barueri, em Barueri (SP), foi marcada por uma mobilização de enfrentamento à violência contra a mulher e por um resultado histórico em campo. Diante de 2.576 torcedores, o Palmeiras venceu o Corinthians nos pênaltis por 5 a 4 e conquistou, pela primeira vez, o título da competição organizada pela Confederação Brasileira de Futebol, da qual havia participado apenas uma vez, em 2022.

A ação de conscientização foi promovida pelos ministérios das Mulheres e do Esporte, em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), e integrou a estratégia nacional de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres. Durante a programação, a Tenda Lilás realizou ações de orientação junto ao público, com a distribuição de viseiras e adesivos e uma ação simbólica em campo, marcada pela exibição de uma faixa com a mensagem “Não passe pano para a violência contra a mulher. Seja um aliado. Proteja. Denuncie. Ligue 180”. Também foi exibido um vídeo nos telões do estádio, reforçando que a violência contra as mulheres é crime e deve ser combatida por toda a sociedade, com o engajamento de homens e mulheres.

A presidenta do Palmeiras, Leila Pereira, destacou a importância da iniciativa e o papel das mulheres em espaços de liderança no futebol. “Não passe pano para a violência. Denuncie sempre. E eu, como mulher e presidente de um clube tão grande como o Palmeiras, me sinto muito honrada de fazer parte dessa campanha”, destacou.

Já o presidente do Corinthians, Osmar Stábile, ressaltou as ações internas adotadas pelo clube para prevenir e enfrentar situações de violência. “Dentro do Corinthians, desde que entrei, nós fizemos vários processos de informação. Hoje são distribuídos cartazes falando sobre a violência, sobre o que pode e o que não pode. Temos um setor onde as pessoas podem procurar orientação”, destacou.

A mobilização também deu voz às torcedoras presentes no estádio. Fátima destacou a importância da empatia e do apoio às mulheres em situação de violência. “É preciso ter um olhar mais sensível, ajudar e dizer ‘olha, eu estou ao seu lado para o que você precisar’. Não começar com gritos ou julgamentos. Muitas vezes eu vejo homens dizendo que a pessoa passou por isso porque gostava, mas não é isso. Às vezes, a mulher não denuncia porque não tem apoio, não tem alguém que diga ‘vamos, eu estou junto’. É preciso ter um olhar mais empático”, ressaltou.

Para Joelma, o enfrentamento à violência contra a mulher exige envolvimento ativo de toda a sociedade. “O homem tem que estar mais presente no carinho, na atenção. Se está na rua e vê alguma situação estranha, precisa se aproximar e mostrar que também é homem, que tem mãe, filha. Não pode existir essa lógica de que com a filha de um não pode, mas com a outra pode. Nós, mulheres, temos que nos unir, e os homens também precisam fazer alguma coisa para salvar umas às outras”, destacou.

Mobilização nacional no esporte

Além da final da Supercopa Feminina entre Palmeiras e Corinthians, a mobilização de enfrentamento à violência contra a mulher já esteve presente em outros grandes eventos do futebol brasileiro. A iniciativa foi realizada no clássico Fla x Flu e também na final da Supercopa Rei, disputada entre Corinthians e Flamengo, ampliando o alcance da campanha e reforçando a mensagem de que, dentro e fora dos estádios, não há espaço para a violência contra as mulheres.

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