Ações da Funasa fortalecem uso correto de tecnologias como cisternas e Salta-Z, promovendo qualidade de vida, prevenção de doenças e cuidado com o ambiente
Celebrado na segunda-feira (26/01), o Dia Mundial da Educação Ambiental reforçou o papel da educação na construção de uma sociedade mais sustentável e consciente sobre os impactos das atividades humanas no planeta. Embora o debate ambiental costume se concentrar em temas como a preservação da natureza, das florestas e da fauna, um aspecto essencial para a qualidade ambiental e para a saúde da população ainda recebe pouca visibilidade: o saneamento básico.
É nesse ponto que a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) atua, ao integrar educação ambiental, saúde pública e políticas de saneamento nos territórios.
A Funasa parte do princípio de que saneamento é uma ação direta de saúde ambiental e que seus benefícios só se concretizam quando a população compreende e incorpora o uso adequado das soluções implantadas.
Para Darcy Ventura, consultora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) na Fundação, esse papel está no centro da missão institucional. “A Funasa trabalha a educação como parte essencial da saúde ambiental. Ela atua de forma concreta, tanto no saneamento quanto na promoção da saúde das populações”, afirma.
Essa abordagem ganhou ainda mais destaque durante a COP 30, em Belém (PA), quando a Casa do Saneamento da Funasa levou o tema para o centro das discussões ambientais. A proposta defendida é ampliar o olhar sobre meio ambiente, conectando preservação ambiental, acesso à água potável, manejo adequado do esgoto e dos resíduos sólidos e práticas cotidianas que reduzem a contaminação do solo e da água.
“Quando falamos de saneamento, estamos falando diretamente da vida das pessoas, da saúde e do impacto dessas ações sobre o meio ambiente”, explica Luciana Fonseca, assessora técnica especializada do Departamento de Saúde Ambiental (Desam) da Funasa.
Cisternas e Salta-Z
Iniciativas como a implantação de cisternas e do sistema Salta-Z para tratamento de água exemplificam essa atuação integrada. Mais do que instalar equipamentos, a Funasa trabalha para garantir que as comunidades saibam utilizá-los corretamente, compreendam sua finalidade e reconheçam os impactos positivos para a saúde. “Não basta entregar uma cisterna. É preciso que a pessoa entenda para que ela serve, como deve ser usada e por que aquela tecnologia pode mudar sua vida. É aí que entra a educação”, destaca Luciana.
Segundo a assessora do Desam, a ausência de educação compromete a efetividade das políticas públicas. Obras de saneamento, quando não acompanhadas de processos educativos, tendem a ser subutilizadas ou utilizadas de forma inadequada. “Sem educação, a obra vira apenas um monumento. Ela deixa de cumprir seu papel de prevenir doenças e promover saúde”, ressalta.
Redução de doenças
A educação em saúde ambiental orienta desde hábitos simples de higiene até o cuidado com a água armazenada, o descarte correto do lixo e a prevenção da contaminação dentro do próprio domicílio. Os reflexos desse aprendizado aparecem diretamente na redução de doenças, especialmente aquelas relacionadas à água contaminada e ao esgoto a céu aberto.
Darcy Ventura explica que o impacto vai além da saúde imediata. “Quando a água e o saneamento são usados de forma adequada, há diminuição dos agravos à saúde. As pessoas adoecem menos e passam a ter mais tempo para estudar, trabalhar e cuidar da família”, observa. “Assim, crianças faltam menos à escola e mulheres deixam de percorrer longas distâncias em busca de água, o que melhora a qualidade de vida de toda a comunidade.”
Centro de formação e transformação
Para fortalecer essa estratégia, entre outras iniciativas, a Funasa aposta no Centro de Formação (Cefor), criado para capacitar técnicos, gestores e agentes locais como multiplicadores do conhecimento nos territórios. A proposta é garantir que a educação em saúde ambiental seja contínua, permanente e respeite as realidades culturais de cada região. “A educação mobiliza, envolve a comunidade e fortalece a participação social”, resume Luciana.
Darcy complementa: “À medida que as pessoas passam a compreender o que está acontecendo no seu território, elas também mudam sua forma de agir. Assim, ao integrar saneamento, educação e saúde ambiental, a Funasa reforça que cuidar do meio ambiente também significa prevenir doenças, promover dignidade e inclusão social”.
