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Central de Atendimento à Mulher completa 20 anos de enfrentamento à violência de gênero

25 de novembro de 2025
Central de Atendimento à Mulher completa 20 anos de enfrentamento à violência de gênero
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Entre janeiro e outubro deste ano, foram mais de 877 mil atendimentos, uma média de 2.895 por dia. Melhorias a partir de 2023 ampliaram os canais de comunicação

Nesta terça-feira, 25 de novembro, Dia Internacional pelo Fim da Violência contra as Mulheres, a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 completa 20 anos. Criado como um serviço de orientação e acolhimento, o Ligue 180 incluiu, em 2014, um canal direto de denúncia de violência, sob a gestão da presidenta Dilma Rousseff, com encaminhamento às autoridades competentes e acompanhamento pelo governo.

Entre janeiro e outubro de 2025, foram realizados 877.197 atendimentos, uma média de 2.895 por dia. Do total, foram 719.968 chamadas por telefone, 26.378 atendimentos por Whatsapp, 130.827 por email, além de 24 videochamadas (Libras). No período, o Ligue 180 registrou 126.455 denúncias de violência contra mulheres. Em 66% dos casos, a denúncia foi feita pela própria vítima, 21% de forma anônima e 13% por terceiros.

Em 2024, o Ligue 180 registrou uma média de 2.051 atendimentos por dia, com 750.687 chamadas, contabilizando telefonia, Whatsapp, e-mail, entre outros tipos de canais. Ainda em 2024, o Ligue 180 canal atendeu 691.455 ligações oriundas de todo o território nacional, o que representa um aumento de 21,6% em relação a 2023. O número de atendimentos pelo WhatsApp, lançado em abril de 2023, também ampliou, passando de 6.689 em 2023 (743/mês) para 14.572 em 2024 (1214/mês) — um salto de 63,4%.

O aumento nos registros, a cada ano, demonstra a maior confiança no serviço, resultado de uma série de melhorias implementadas pelo Ministério das Mulheres. “Ampliamos os investimentos na capacitação das equipes, fortalecendo a escuta qualificada para que as mulheres possam realizar as denúncias em um ambiente seguro e acolhedor”, destacou a ministra Márcia Lopes.

Este é um instrumento fundamental para romper o ciclo de violência. O Ligue 180 também é um canal importante para tirar dúvidas e encaminhar meninas e mulheres para serviços especializados”, completou.

O Ministério das Mulheres promoveu uma série de melhorias no serviço a partir de 2023, incluindo a ampliação dos canais de comunicação com o serviço, com atendimento pelo Whatsapp, através do número (61) 9610-0180. Assim como nas chamadas por telefone, o atendimento é sigiloso e as denúncias podem ser registradas de forma anônima ou por terceiros.

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Veja os números do Ligue 180 nos 10 primeiros meses de 2025

VISITA – Nesta terça (25), Márcia Lopes visitou a sede da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180., numa demonstração de reconhecimento ao trabalho das profissionais que atuam na linha de frente do atendimento. “Toda vez que concedo uma entrevista, que falo do 180, é muito emocionante, porque eu falo de vocês, que são 350 mulheres jovens, sete dias por semana, 24 horas por dia. E vocês estão aqui abertas, preparadas psicologicamente, inclusive, para ouvir, para receber, para acolher essas mulheres”, reforçou a ministra. Durante a visita, Márcia Lopes ressaltou que o fortalecimento do Ligue 180 é prioridade da política nacional de enfrentamento à violência contra as mulheres e a importância de reconhecer o trabalho das equipes que diariamente acolhem relatos difíceis, orientam caminhos de proteção e ajudam a salvar vidas.

DENÚNCIAS E ORIENTAÇÕES – Por meio do Ligue 180, é possível registrar denúncias de violência contra mulheres, obter orientação sobre leis e direitos, além de buscar informações sobre a localidade dos serviços especializados da rede de atendimento às mulheres (Casa da Mulher Brasileira, Centros de Referência, delegacias especializadas, Defensorias Públicas, entre outros).

24 HORAS EM QUATRO IDIOMAS – O serviço é gratuito e está disponível 24 horas, todos os dias, em quatro idiomas: português, inglês, espanhol e Libras. O atendimento é 100% realizado por mulheres. Com novas tecnologias, equipe qualificada e atendimento humanizado, o Ligue 180 reafirma sua missão: proteger vidas, garantir direitos e assegurar que nenhuma mulher esteja sozinha diante da violência.

ISOLAMENTO – Secretária Nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, Estela Bezerra destaca outros pontos fundamentais do Ligue 180. “É o maior serviço de que o Brasil dispõe para retirar as mulheres do isolamento quando estão em situação de violência. Pelo 180 conseguimos identificar o perfil do agressor e da mulher agredida e onde há rede de apoio, porque essa mulher liga de um local e, por meio da georreferência, nós acionamos a rede local. Portanto, trata-se da maior série de informações baseada em dados concretos para que possamos tomar decisões sobre políticas públicas”.

PAINEL – Para facilitar a identificação de serviços disponíveis para as mulheres pelo país, o Ministério das Mulheres lançou, em 2024, o Painel Rede de Atendimento às Mulheres , com informações de mais de 2.600 locais especializados no atendimento às mulheres. No mesmo ano, o serviço passou a ofertar um canal exclusivo às mulheres surdas ou com deficiência auditiva, por meio de atendimento em Libras. Também é possível realizar a denúncia por e-mail: central180@mulheres.gov.br. Em casos de emergência, deve ser acionada a Polícia Militar pelo telefone 190.

DADOS – Outra inovação do serviço foi o lançamento do Painel de Dados , em 2025, que amplia a transparência do serviço, trazendo dados de atendimentos com filtros por perfis de denúncias, das vítimas, dos agressores, entre outros. “Estamos estruturando o Ligue 180 por meio de uma equipe técnica que é constantemente valorizada e do compromisso político com a vida das mulheres. Celebrar esses 20 anos é reconhecer, também, a força dessas mulheres que fazem essa política acontecer e reafirmar que o Estado brasileiro está ao lado das mulheres que buscam ajuda e proteção para romper com o ciclo de violência”, afirmou a coordenadora-geral do Ligue 180, Ellen dos Santos Costa.

EQUIPE – A equipe da Central de Atendimento – Ligue 180 conta com 346 profissionais, entre atendentes, analistas, psicólogas, coordenadoras, monitoras, analista de tráfego e gerente. Do total, são 298 atendentes e analistas, incluindo trabalhadoras bilíngues. As profissionais passam por capacitações permanentes, aperfeiçoando a escuta qualificada com recorte de raça, gênero e território. “Estamos ampliando as formações, especializações e implementando, também, uma estrutura de cuidado interno, que inclui apoio psicológico para as atendentes, que lidam diariamente com relatos de violência e que também precisam ser cuidadas”, ressaltou Ellen dos Santos Costa.

REESTRUTURAÇÃO – O Ministério das Mulheres iniciou, em 2023, uma série de ações para desfazer retrocessos no serviço, por meio do Programa Mulher Viver sem Violência, incluindo a inauguração de uma nova Central do Ligue 180, totalmente independente da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos. O novo espaço foi inaugurado em agosto de 2024, com o objetivo de retirar o Ligue 180 do escopo do canal de denúncias de violações de direitos humanos, o Disque 100. Após processo licitatório, o Ministério das Mulheres firmou um novo contrato no valor de R$ 84,4 milhões com empresa especializada para prestação de serviço continuado de atendimento por meio de múltiplos canais por um período de 30 meses. A unificação indevida havia sido realizada em 2019, retirando a especificidade do atendimento às mulheres.

ENCAMINHAMENTO – As denúncias de violência contra as mulheres são encaminhadas para os órgãos de investigação dos estados e do Distrito Federal, incluindo a Polícia Civil e o Ministério Público. O Ministério das Mulheres realiza o acompanhamento dos casos, oferecendo suporte às vítimas em parceria com os governos estaduais, municipais e distrital. Para agilizar o fluxo de encaminhamento e capacitar pontos focais junto aos gestores locais, o Ministério das Mulheres firmou um Acordo de Cooperação Técnica (ACT). Ao todo, 14 estados já aderiram ao ACT: Sergipe, Pernambuco, Bahia, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Pará, Piauí, Acre, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão, além do Distrito Federal e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

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