Em vídeo, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços nega que haverá aumento de impostos de importação sobre eletroeletrônicos de uso pessoal. “Pra gente passar de fase”, diz Geraldo Alckmin.
“Alô, comunidade gamer, presta atenção neste recado: não vai ter aumento de imposto para celular, notebook, gabinete, memória, roteador, processador, placa-mãe, led. Nada disso vai ter aumento de imposto de importação”. Com esta frase, Geraldo Alckmin dá início a vídeo em que desmente burburinho que tomou conta das redes sociais nos derradeiros dias da semana passada.
Publicado na noite da última sexta-feira (27/2), o vídeo havia alcançado 10,6 milhões de likes e 8,5 milhões de repostagens até o início da noite de sábado, no perfil @govbr no Instagram. Com estética gamer, o vídeo apresenta o vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviços inserido no mundo virtual para garantir que celulares e outros eletroeletrônicos de uso pessoal não vão subir de preço por causa de um suposto novo imposto de importação.
A confusão nas redes sociais se deu por conta de portaria da Câmara de Comércio Exterior (Camex) que eleva imposto de importações sobre insumos e equipamentos que entram no Brasil com preços muito baixos, se comparados aos mesmos que são produzidos por indústrias nacionais. Ou seja, a medida pretende, segundo a Camex, proteger os fabricantes brasileiros de uma concorrência desigual. Um exemplo dessa concorrência desigual são os computadores de alto desempenho, para uso em datacenters.
Nada a ver com celulares.
98% dos celulares que são vendidos no mercado nacional são produzidos no Brasil. Só 2% são importados. Mas, nas redes sociais, espalhou-se a informação de que todos os celulares iam aumentar de preço por causa de uma nova alíquota de importação.
Além de Alckmin desmentir o que classifica de “notícias falsas”, a Camex decidiu revogar alíquota que incidiria sobre apenas 2% dos celulares que são comprados diretamente do exterior.
