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Governo

Governo do Brasil ataca ‘falsos patriotas envolvidos com o crime’ que pedem intervenção estrangeira

29 de maio de 2026
Governo do Brasil ataca 'falsos patriotas envolvidos com o crime' que pedem intervenção estrangeira
Governo do Brasil ataca 'falsos patriotas envolvidos com o crime' que pedem intervenção estrangeira
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Em nota, Planalto destaca que medidas em curso tomadas pelo Governo têm combatido com dureza o crime organizado. Segundo a nota, facções aterrorizam populações, devem sem enfrentadas pelo próprio Brasil e que cooperação internacional é positiva. Mas pedir intervenção de outro país coloca soberania e riquezas nacionais em risco

Nesta sexta-feira, 29 de maio, o Governo do Brasil criticou duramente a ação de “falsos patriotas envolvidos com o crime organizado” que pediram ao governo dos Estados Unidos que classificassem facções criminosas como terroristas internacionais e, assim, abrem caminho para intervenção estrangeira em nosso território.

Além de nota oficial que cita diretamente “integrantes da família Bolsonaro” como “traidores”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou sobre o tema durante cerimônia em que celebrou a retomada da produção da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen). Lula disse que a intervenção estrangeira pode colocar em risco riquezas minerais e a soberania do Brasil.

“E eu tenho preocupação porque nós temos muitos minerais críticos, muitas terras raras, nós temos muito minério, nós ainda temos muito ouro, nós ainda temos muito ouro, ainda temos muito diamante, temos a maior floresta tropical do mundo, 12% de água doce e ainda daqui a pouco tem gente que diz que a ‘Amazônia é nossa'”. argumentou Lula, citando a possibilidade de um país estrangeiro pretender ocupar territórios brasileiros.

Lula ainda afirmou que a ação criminosa das facções são graves e estão sendo combatidas, mas não devem ser igualados a organizações terroristas nos termos da legislação estadunidense. 

“Essa tal de Comando Vermelho e esse tal de PCC, eles são terroristas para as comunidades brasileiras, para a sociedade brasileira, para o povo da periferia desse País, eles são terroristas, porque eles incomodam as famílias, eles incomodam o bairro, eles incomodam a cidade, eles roubam tudo que tem direito do povo, o direito do povo viver livremente.  Então, eles são terroristas e nós vamos combater eles aqui dentro. Nós aprovamos uma lei antifacção e vamos combater com dureza”, disse.

“[Mas] Eles não são o terrorista que o Trump quer, o Trump quer o Osama Bin Laden”, contrapôs o presidente, citando o terrorista saudita morto em 2011, em operação que envolveu ocupação estadunidense em território estrangeiro.

Leia a nota oficial do Governo do Brasil:

“O Brasil é uma nação soberana que tem travado combate permanente contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as demais facções e milícias que praticam o terrorismo nos territórios em que vivem milhões de famílias. Enfrentar essas organizações criminosas com firmeza é, e continuará sendo, prioridade do Estado brasileiro.

O terror causado por essas organizações em comunidades busca obter lucro através do crime, especialmente pelo tráfico de drogas e armas, e não pode ser confundido com o tipo de ação por motivos ideológicos, políticos e religiosos do terrorismo internacional.

A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros.

É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país.

Aprovamos recentemente uma lei de combate às facções e milícias com penas que chegam a até 80 anos de prisão – a maior prevista em toda a legislação brasileira. O Governo do Brasil conduz o programa “Brasil contra o Crime Organizado”, que combate as facções e milícias desde o seu braço armado nas esquinas até o seu andar de cima.

O crime organizado não respeita fronteiras e seu combate exige ação conjunta. Construímos, ao longo de décadas, parcerias com vários países, inclusive com os Estados Unidos. O Brasil apresentou em 16 de abril deste ano, ao Departamento de Estado dos EUA, uma proposta focada na inteligência e na cooperação internacional que inclui ampliação dos controles sobre a lavagem de dinheiro praticada no exterior e sobre o tráfico de armas enviadas ao Brasil.

Qualquer colaboração internacional para o combate às facções será bem-vinda. Seguimos dispostos a construir soluções conjuntas benéficas aos países envolvidos. Mas não aceitaremos o uso de medidas arbitrárias vindas do estrangeiro como pretexto para atacar a nossa soberania e a nossa economia.

Medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime. Podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o PIX, que incomodam interesses estrangeiros.

Saiba mais sobre a decisão do governo dos Estados Unidos

Em resumo, trata-se de possível retrocesso no combate ao crime, risco à vida das pessoas e prejuízos econômicos ao país.

A soberania nacional é inegociável. O Brasil rejeita qualquer forma de interferência externa em seus assuntos internos. Quem define como o crime é classificado e combatido dentro do Brasil são os brasileiros, com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança.”

Confira medidas do Brasil Contra o Crime Organizado

Assuntos Governo
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