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Mulheres na ciência: pesquisadoras fortalecem a biodiversidade no ICMBio

16 de março de 2026
Mulheres na ciência: pesquisadoras fortalecem a biodiversidade no ICMBio
Mulheres na ciência: pesquisadoras fortalecem a biodiversidade no ICMBio
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No mês em que se celebra o protagonismo feminino, a série especial de reportagens do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) busca destacar diferentes perspectivas sobre a presença e a contribuição das mulheres no Instituto. Nesta edição, o foco está nas analistas que atuam na ciência, substantivo feminino e espaço de protagonismo de tantas servidoras. São pesquisadoras que dedicam seu tempo aos estudos e à inovação, fortalecendo a produção científica voltada à conservação da biodiversidade brasileira e mundial.

Tópicos da matéria
Trajetórias dedicadas à ciência Inspirar novas gerações Os centros

Ao longo das últimas décadas, a visibilização e a valorização da participação feminina na ciência têm crescido no Brasil. Dados do Plano Nacional de Pós-Graduação 2025-2029 (PNPG), por exemplo, mostram que, há mais de 20 anos, as mulheres são maioria entre as pessoas que concluem doutorado no país. Entretanto, esses dados contrastam com o mercado de trabalho, pois as cientistas ainda enfrentam desafios para alcançar os níveis mais altos de reconhecimento acadêmico e liderança científica.

“Os desafios são inerentes à nossa sociedade patriarcal. É mais difícil para uma mulher assumir cargos por conta da dupla jornada. Quem são as cuidadoras? Ainda são as mulheres. O que está posto na sociedade se reflete na instituição e na pesquisa” , enfatiz a a analista ambiental .

No ICMBio , o trabalho das pesquisadoras contribui diretamente para a produção de conhecimento científico que orienta políticas públicas, estratégias de manejo e ações de proteção da sociobiodiversidade. Grande parte dessas pesquisas é desenvolvida por meio dos 14 centros nacionais de pesquisa do Instituto, unidades especializadas responsáveis por produzir e sistematizar conhecimento científico sobre espécies, ecossistemas e práticas de conservação em todo o território brasileiro.

Essas unidades reúnem equipes multidisciplinares de pesquisadoras e pesquisadores técnicos dedicados a temas como conservação de espécies ameaçadas, monitoramento da biodiversidade, ecologia de populações, restauração ambiental e manejo de recursos naturais. Esses trabalhos ajudam a ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade brasileira e a transformar dados científicos em ações concretas de conservação.

Nesse cenário, vale ressaltar que as mulheres sempre estiveram presentes na ciência em prol da conservação da sociobiodiversidade — das guardiãs e mestras dos saberes tradicionais às acadêmicas. São elas que “ trazem à conservação suas visões de mundo que, naturalmente, são diversas das dos homens, pois a experiência sociológica e antropológica do ‘ser mulher’, do ‘feminino’, é singular. Não é sobre serem melhores ou piores, é sobre serem diferentes. E, quando há diferença, há evolução, há ganho” , destaca a coordenadora do CEPTA, Carla Polaz .

Trajetórias dedicadas à ciência

Destacamos a trajetória e as percepções de duas servidoras cientistas que compartilharam um pouco do trabalho desenvolvido no Instituto Chico Mendes. Entre elas está Carla Polaz , analista ambiental do ICMBio há quase 20 anos. A pesquisadora confessa: “Desde criança sou uma pessoa bastante curiosa e interessada por tudo aquilo que não sei. Acho que essa é uma característica importante que me impulsionou para a ciência e para a pesquisa […] O coletivo é a minha compreensão de estar no mundo. Trabalhar com meio ambiente e com a conservação da biodiversidade é uma linda maneira de se fazer isso. Não é para mim, não é por mim: é para todos e por todos”.

Doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP) e atualmente coordenadora do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Aquática Continental (CEPTA), Carla Polaz se orgulha de ter participado da construção dos protocolos aquáticos do Programa Monitora. Ela destaca que uma das motivações para continuar pesquisando e atuando pela ciência e, especialmente, pela conservação da biodiversidade, é a possibilidade de descobrir e conhecer aquilo que ainda não sabemos.

“ O Brasil detém a maior biodiversidade do planeta e, considerando os peixes de água doce, que é a área em que atuo, ainda estamos descrevendo dezenas de espécies por ano. Ou seja, temos muito a descobrir sobre a história natural desses animais. E, sem conhecer dados básicos de sua biologia e de seus habitats, fazer conservação se torna praticamente impossível ” , coloca Carla.

A produção científica das pesquisadoras do Instituto também se destaca pela coordenação de projetos que ampliam a base de dados que podem embasar e apoiar a criação de novas unidades de conservação. Um exemplo faz parte da trajetória de Danielle, que teve suas pesquisas sobre aves costeiras, marinhas e aquáticas reconhecidas e utilizadas como base científica para a implementação de unidades de conservação no interior de São Paulo e para a conservação de espécies ameaçadas de extinção.

Graduada em Oceanografia e mestra em Ciências Biológicas (FURG/UFPB), Danielle também relembra outros projetos pelos quais foi responsável, como o Planejamento para a Conservação das Aves Limícolas Migratórias, um trabalho desenvolvido pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (CEMAVE), com apoio e parceria de várias instituições voltadas à conservação ambiental. “Esse foi um trabalho lindo. Eu fiquei alguns anos à frente desse Plano de Ação Nacional. Foi uma oportunidade incrível de trabalhar com pesquisadores nacionais e internacionais” , destaca.

Inspirar novas gerações

Além da produção científica, muitas dessas pesquisadoras também atuam como referências umas para as outras. “O protagonismo da mulher existe não só no Instituto Chico Mendes, mas em outras instituições. Eu tive a oportunidade de trabalhar com mulheres incríveis, competentes, dedicadas, super capazes, detalhistas, e a gente observa isso também fora do Instituto. Na ciência, temos tido cada vez mais reconhecimento do trabalho das mulheres pesquisadoras” , destaca Danielle Paludo .

Como mensagem inspiradora para as mulheres que se aventuram na carreira científica, Carla Polaz encerra: “ Sejam autênticas, trilhem seu próprio caminho e se inspirem em mulheres que romperam barreiras antes de nós. Não há certo ou errado, há vontades ” .

Carla Polaz é doutora pela USP – Foto: Divulgação
 
Danielle Paludo é mestra pela UFPB – Foto: Divulgação

Os centros

Os centros são responsáveis por coordenar os Planos de Ação Nacionais ( PANs ) para espécies ameaçadas de extinção, atuando em rede no apoio à gestão das unidades de conservação (UCs) federais. São eles: Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (CEMAVE); Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Amazônica (CEPAM); Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Aquática Continental (CEPTA); Centro Nacional de Pesquisa e Conservação em Biodiversidade e Restauração Ecológica (CBC); Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (CECAV); Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA); Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (CENAP); Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Sociobiodiversidade Associada a Povos e Comunidades Tradicionais (CNPT); Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Norte (CEPNOR); Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste (CEPENE); Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Sudeste e Sul (CEPSUL); Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Tartarugas Marinhas e da Biodiversidade Marinha do Leste (TAMAR); Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB); e Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (RAN).

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