Melhoramento genético acelerado e acesso ao crédito via Pronaf aumentam renda e produtividade de leite e corte
O Programa Nacional Transferência de Embriões da Agricultura Familiar, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), instituído pela Portaria nº 28/2025, transformou a realidade dos currais brasileiros, unindo tecnologia de laboratório ao trabalho do dia a dia no campo.
O objetivo é claro: democratizar o acesso ao melhoramento genético, permitindo que o agricultor familiar dê um salto na produtividade de leite e carne. Diferente da inseminação comum, onde a genética do touro é superior, a transferência de embriões garante um bezerro puro de origem, com pai e mãe de alta performance. Segundo o ministro do MDA, Paulo Teixeira, “a pasta está entregando ao pequeno produtor a tecnologia que antes era restrita aos grandes, garantindo que o rebanho da agricultura familiar seja sinônimo de excelência e renda”, destaca.
O processo começa com a escolha criteriosa de doadoras (fêmeas registradas e de alta genética) e receptoras (as mães de aluguel), que são as vacas que o produtor já possui em sua propriedade. Após a fertilização em laboratório, o embrião é implantado na receptora, que gestará um animal com características superiores, como: resistência, com animais mais adaptados ao clima tropical e a pragas locais; eficiência, com melhor conversão alimentar para gado de corte; produtividade, com aumento significativo na litragem diária de leite; e rapidez, com resultados genéticos visíveis já na primeira geração.
Para garantir que a inovação resulte em bezerras saudáveis, o suporte técnico é a peça-chave. O produtor pode utilizar até 2% do valor financiado via Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para custear a assistência técnica especializada, que acompanha desde a seleção das receptoras até os primeiros meses de vida do animal. A secretária-executiva do MDA, Fernanda Machiaveli, reforça a importância dessa logística. “Nosso foco é assegurar que o conhecimento e o material genético cheguem com qualidade às áreas mais remotas, fortalecendo as cooperativas locais”.
Com o olhar no futuro, o MDA projeta que, nos próximos cinco anos, a biotecnologia seja uma ferramenta cotidiana nas propriedades familiares. Assim, a agricultura familiar não apenas produz alimento, mas se consolida como um setor de alta eficiência tecnológica, garantindo segurança alimentar para o Brasil e uma vida melhor para quem planta e cria.
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Por Karina Borges, do MDA
