A participação do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 entrou para a história. Esta edição, encerrada no domingo, 22 de fevereiro, foi marcada pela conquista da primeira medalha do país no megaevento, com o ouro de Lucas Pinheiro Braathen no slalom gigante do esqui alpino. O feito fez de Lucas não apenas o primeiro brasileiro medalhista de ouro, mas o primeiro atleta de um país sul-americano a alcançar o lugar mais alto do pódio em Jogos de Inverno.
Além da medalha inédita, o Brasil registrou presença constante entre os 20 melhores do mundo em diferentes modalidades e consolidou o protagonismo no cenário internacional. O desempenho do país reforça a evolução estruturada das modalidades de inverno e amplia as perspectivas para o próximo ciclo olímpico.
Segundo Marco La Porta, presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), o engajamento do público brasileiro foi um dos destaques da edição. Mesmo durante o carnaval, as competições tiveram audiência significativa em território nacional. “O Brasil entrou como protagonista nos Jogos Olímpicos de Inverno. Quanto mais pessoas conhecerem os esportes olímpicos de inverno, mais atletas surgirão”, afirmou.
A campanha em Milão-Cortina evidenciou a força de uma nova geração que já apresenta resultados expressivos no circuito internacional.
Entre os destaques estão:
• Gaia Brunello (biatlo), que atingiu critérios de elegibilidade olímpica e ficou próxima da vaga;
• Gustavo Ferreira (bobsled), que assume a pilotagem do trenó brasileiro rumo a 2030;
• Zion Bethonico (snowboard cross), medalhista de bronze nos Jogos da Juventude Gangwon 2024;
• Lucas Koo (patinação de velocidade), que ficou na lista de realocação mesmo ainda na idade júnior;
• Priscila Cid (snowboard halfpipe), destaque na estreia adulta;
• Eduardo Strapasson (skeleton), top 10 na juventude e quinto na lista de realocação olímpica;
• Natália Pallu Neves (patinação artística), que retorna de lesão mirando classificação olímpica;
• Julia de Vos (patinação de velocidade), atleta com formação nos Países Baixos e que optou por representar o Brasil.
JOGOS PARALÍMPICOS DE INVERNO – Encerrados os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, o Brasil se prepara para mais um desafio na neve: os Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, que serão disputados entre 6 e 15 de março.
Nesta competição o Brasil também alcança um marco histórico: a delegação contará com oito atletas, número recorde de representantes do país na competição, que será realizada entre 6 e 15 de março. Todos os convocados são beneficiários do Programa Bolsa Atleta desde 2022. Seis competirão no esqui cross-country e dois no snowboard.
Entre eles está a paulistana Elena Sena, atleta do esqui cross-country do Comitê Paralímpico Brasileiro por meio da Escola Paralímpica de Esportes. O projeto atende crianças e jovens com deficiência física, visual e intelectual e promove a iniciação em 15 modalidades.
Elena nasceu com má-formação na perna direita e iniciou no esporte adaptado aos 15 anos. Em 2023, conquistou ouro na etapa da Copa do Mundo em Gålå, na Noruega, e neste ano subiu ao pódio na Copa Continental da Argentina em quatro provas. Agora, ela chega a Milão-Cortina mirando o topo do pódio paralímpico.
A delegação brasileira ainda conta com Guilherme Cruz Rocha, Wellington da Silva, Cristian Ribera, Aline Rocha e Robelson Lula (esqui cross-country), além de André Barbieri e Vitória Machado (snowboard).
