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Governo

Lula assina MP que garante proteção de direitos para a Copa do Mundo Feminina de 2027

23 de janeiro de 2026
Lula assina MP que garante proteção de direitos para a Copa do Mundo Feminina de 2027
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Texto define regras de propriedade intelectual, marketing e transmissão do Mundial que será no Brasil entre junho e julho do ano que vem, com 32 seleções em oito sedes

Tópicos da matéria
CGCopa e GecopaSedes Escolha Participantes Inédito Recorde de participações

O presidente Lula assinou a Medida Provisória que estabelece o regime jurídico de proteção especial para a realização da Copa do Mundo Feminina da Fifa em 2027, no Brasil. O texto, publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (23/1), regulamenta o uso de marcas, símbolos oficiais e direitos de transmissão e de mídia, dentro dos compromissos assumidos pelo país para sediar a competição.

A Copa é uma oportunidade ímpar para o fortalecimento da visibilidade do futebol feminino globalmente e para o desenvolvimento do esporte no país. Estamos prontos para realizar a melhor Copa Feminina da história e garantir um legado social para todas as meninas e mulheres do Brasil”, disse o ministro do Esporte, André Fufuca

A intenção é garantir a segurança jurídica necessária para que o Brasil receba o megaevento entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, que será disputado em oito cidades. A medida é um passo estratégico para o cronograma oficial da competição. A Fifa prevê o lançamento das marcas oficiais do Mundial no domingo (25/1).

Perguntas e respostas sobre a MP

Assim como ocorreu durante a Copa do Mundo masculina em 2014, a Medida Provisória estabelece que a Fifa é titular dos direitos de exploração comercial do evento, incluindo logos, mascotes, troféus e direitos de transmissão de áudio e vídeo. Para assegurar a proteção, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) aplicará regime especial de registro de marcas e desenhos industriais relacionados ao torneio.

Para as oito sedes — Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo —, a lei prevê áreas de restrição comercial e publicidade em regiões delimitadas ao redor dos estádios e dos espaços da Fifa Fan Festival. A medida tem como foco coibir o chamado marketing de emboscada, quando outras marcas tentam se aproveitar ou se apropriar indevidamente do evento. É uma medida habitual em megaeventos culturais e esportivos.

A MP estabelece expressamente que a proteção aos direitos comerciais e de marketing não significa dispensa ou flexibilização de normas sanitárias, de defesa do consumidor e de proteção à criança e ao adolescente da legislação nacional, que segue integralmente aplicável à produção, comercialização, publicidade e consumo de bebidas alcoólicas.

Sobre a transmissão das partidas, a Fifa se compromete a oferecer flagrantes de até 3% da duração das partidas para fins informativos a veículos de comunicação não detentores de direitos. A entidade tem a exclusividade na gestão da captação de imagens e sons.

Por fim, o documento prevê sanções civis a quem usar indevidamente os símbolos oficiais, realizar exibições públicas não autorizadas para fins comerciais ou comercializar ingressos de forma irregular. A série de medidas consolida o país como destino seguro para megaeventos esportivos, assim como já ocorreu no ciclo entre 2013 e 2016, em que o Brasil sediou a Copa das Confederações (2013), a Copa do Mundo (2014) e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos (2016). Adicionalmente, fortalece a visibilidade do futebol feminino no país.

A realização da Copa do Mundo Feminina no Brasil é parte de uma estratégia maior de democratização do futebol: enfrentar as desigualdades e caminhar para a equidade entre mulheres e homens. É a chance de ampliarmos a participação feminina e, sobretudo, garantir que o futebol feminino avance, possibilitando melhores salários e oportunidades para as mulheres”, disse o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira

“Por isso, a Copa deve ser encarada não apenas como mais um evento internacional, mas como uma virada de chave na forma de pensar e agir no Brasil, fortalecendo os clubes, ampliando o acesso a centros de treinamento e consolidando o esporte como vetor de bem-estar social para todas as pessoas. Essa Medida Provisória é o primeiro passo para concretizarmos isso”, completou.

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CGCopa e Gecopa

Pelo lado do Governo do Brasil, o Ministério do Esporte coordena o Comitê Gestor da Copa do Mundo Feminina (CGCopa 2027) e o Grupo Executivo da Copa (Gecopa 2027), estruturas criadas para dar suporte à organização do torneio. O CGCopa reúne 23 órgãos da administração pública federal, entre eles a Advocacia-Geral da União, os ministérios da Fazenda, Saúde, Educação, Transportes, Justiça e Segurança Pública, Igualdade Racial, Mulheres, Turismo, além do Gabinete de Segurança Institucional e da Secretaria de Relações Institucionais. O Gecopa é composto por nove ministérios e tem papel central na execução das estratégias. Define metas e monitora ações estratégicas.

Sedes

Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre, Fortaleza e Recife são as oito cidades da Copa de 2027. Como todas essas capitais foram também protagonistas na Copa de 2014, as estruturas esportivas e de mobilidade urbana estão aptas a receber o Mundial de 2027.

Escolha

A competição é realizada a cada quatro anos desde a primeira edição, na China, em 1991, na qual os Estados Unidos derrotaram a Noruega na final. Ao todo, o torneio teve sete países como sede e cinco seleções campeãs: Estados Unidos (quatro vezes), Alemanha (duas), Noruega, Japão e Espanha (uma cada). O Brasil, em maio de 2024, derrotou a candidatura conjunta de Alemanha, Bélgica e Holanda e foi escolhido para sediar o torneio pela primeira vez na história da América do Sul.

Participantes

O torneio terá 32 seleções, com seis vagas diretas para a Ásia, quatro para a África, quatro para a América do Norte e Central, três para a América do Sul (uma delas do Brasil, país-sede), uma para a Oceania e 11 para a Europa. As outras três virão da fase de repescagem.

Inédito

Atual vice-campeã olímpica, a seleção brasileira feminina busca na Copa do Mundo um título inédito. O melhor resultado brasileiro foi o vice-campeonato em 2007, em decisão perdida para a Alemanha. Se o Brasil ainda não tem o título, ostenta a artilheira da história dos Mundiais. A rainha Marta soma 17 gols na competição.

Recorde de participações

O Brasil vai estender seu recorde de participações na Copa feminina, após ter jogado todas as primeiras nove edições, indo agora para a décima. Alemanha, Estados Unidos, Japão, Nigéria, Noruega e Suécia também podem igualar essa marca. Em relação às atletas, Formiga disputou sete Copas do Mundo femininas, algo sem precedentes na história do esporte. A zagueira nigeriana Onome Ebi e Marta somam seis.

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