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Brasil perde espaço no streaming enquanto plataformas estrangeiras ampliam domínio, aponta Ancine

3 de dezembro de 2025
Brasil perde espaço no streaming enquanto plataformas estrangeiras ampliam domínio, aponta Ancine
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A Agência Nacional do Cinema (ANCINE), vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), divulga o Panorama VOD 2025, estudo que analisa a oferta, a circulação e a diversidade da obra audiovisual no ambiente de vídeo sob demanda no Brasil. Os dados revelam um cenário de crescimento do mercado, mas com redução contínua da presença da produção brasileira nos catálogos das plataformas de maior audiência, além de baixa circulação das obras nacionais entre os serviços.

Tópicos da matéria
Baixa participação da obra brasileira nas plataformas de maior alcance Circulação reduzida limita alcance e sustentabilidade econômica Plataformas brasileiras sustentam maior presença nacional Marco legal para equilibrar o setor

O levantamento mostra que, embora o setor avance em número de assinantes e expansão de receita, a participação da obra brasileira no ambiente digital permanece limitada e concentrada, especialmente nas plataformas estrangeiras que dominam o mercado. A análise reforça a necessidade de mecanismos que ampliem competitividade, visibilidade e equilíbrio no ecossistema audiovisual.

“Os dados mostram que, sem um marco regulatório, a produção brasileira perde espaço justamente nas plataformas que mais influenciam o consumo cultural no país. O Ministério da Cultura tem atuado lado a lado com a Ancine para enfrentar esse desequilíbrio e construir, juntamente com o setor e com o Congresso, uma regulação que valorize a diversidade e a potência do audiovisual nacional. Regular o streaming é garantir soberania cultural, equilibrar o mercado e assegurar que as obras brasileiras cheguem ao público em toda sua riqueza e pluralidade”, destacou a ministra da Cultura, Margareth Menezes.

Baixa participação da obra brasileira nas plataformas de maior alcance

O Panorama confirma que as cinco plataformas líderes de audiência no Brasil disponibilizam apenas 6,3% de obras brasileiras em seus catálogos, sendo 3,4% provenientes de produtoras independentes. Quando se exclui o Globoplay, que concentra grande parte da oferta nacional, o índice cai para 2,7% nas quatro plataformas estrangeiras de maior alcance, com apenas 2,2% de obras independentes brasileiras.

Essa baixa presença demonstra a dificuldade de inserção da produção nacional nos serviços mais consumidos pelos brasileiros e evidencia assimetrias na exposição ao público. O estudo indica que, sem instrumentos legais que promovam equilíbrio competitivo, a não ficção, o documentário, a animação e outros segmentos nacionais permanecem sub-representados nos ambientes de maior visibilidade.

“O panorama evidencia que o crescimento do mercado de streaming não tem sido acompanhado pelo aumento da presença e da circulação da obra brasileira. Há uma assimetria estrutural que limita o alcance do nosso conteúdo e fragiliza a sustentabilidade do setor. A Ancine tem trabalhado de forma contínua na produção de dados, no aprimoramento regulatório e na construção de mecanismos que ampliem competitividade, visibilidade e investimento no audiovisual nacional. É fundamental avançar para um ambiente regulado, equilibrado e capaz de garantir oportunidades reais para quem produz no Brasil”, reforçou o presidente da Ancine, Alex Braga.

Circulação reduzida limita alcance e sustentabilidade econômica

Além da baixa presença nos catálogos mais populares, o estudo revela que a circulação da obra brasileira entre plataformas é extremamente restrita. Mais de 3.700 títulos nacionais estão disponíveis em apenas uma ou duas plataformas, o que reduz o alcance do conteúdo e limita oportunidades de descoberta pelo público.

O levantamento aponta ainda que somente 52,3% dos filmes brasileiros lançados entre 1995 e 2024 estão hoje disponíveis no VOD. A situação é semelhante quando analisamos a produção que passou pela TV por assinatura: das 12.660 obras exibidas entre 2015 e 2024, apenas 27,5% migraram para o ambiente digital.

A escassez de janelas e a baixa circulação comprometem o retorno econômico para produtores e distribuidoras, dificultam a construção de audiência e fragilizam a sustentabilidade de obras independentes, que dependem fortemente da ampliação de mercados para se manterem competitivas.

Plataformas brasileiras sustentam maior presença nacional

O estudo também evidencia que a presença da produção brasileira no VOD depende, sobretudo, das iniciativas locais. As plataformas brasileiras disponibilizam 3.906 obras nacionais, enquanto as estrangeiras oferecem 3.641, apesar de terem catálogos gerais mais que o dobro do tamanho das nacionais. As plataformas brasileiras representam apenas 38% do volume total de obras encontrado nos serviços globais.

Esse desequilíbrio revela que a manutenção do acervo nacional é sustentada principalmente por plataformas brasileiras que operam em condições de competição desiguais quando comparadas às grandes empresas estrangeiras, que concentram escala, dados, algoritmos e capacidade financeira superior.

Marco legal para equilibrar o setor

Os dados indicam um movimento de redução contínua da oferta brasileira nos catálogos das principais plataformas de VOD, ainda que existam ganhos pontuais em serviços específicos. O núcleo dominante do mercado, composto pelas plataformas globais de maior audiência, tem diminuído a presença do conteúdo nacional, reduzindo diversidade, visibilidade e alcance das obras brasileiras no ambiente digital.

Diante desse cenário, o estudo aponta que um marco regulatório é fundamental para garantir condições mais equilibradas de competição, fortalecer os serviços brasileiros, ampliar a disponibilidade da produção nacional e assegurar a circulação de conteúdos independentes. A regulamentação é vista como etapa estratégica para consolidar um ecossistema audiovisual mais diverso, plural e sustentável.

“Os dados deixam claro que o modelo atual não garante condições justas para a presença e a circulação do conteúdo brasileiro no streaming. Enquanto o mercado cresce e as plataformas ampliam sua receita, a participação da obra nacional encolhe. Isso não é um movimento natural: é o resultado de uma assimetria estrutural que precisa ser enfrentada. O Ministério da Cultura, em parceria com a Ancine, trabalha buscando diminuir essas distorções e assegurar que a produção brasileira não seja tratada como exceção num mercado que se beneficia do público brasileiro. A regulação é um passo indispensável para garantir equilíbrio, diversidade e sustentabilidade ao audiovisual do país”, conclui o secretário-executivo Márcio Tavares.

Confira a pesquisa na íntegra aqui.

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