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Salário é o fator de maior peso na redução da desigualdade nos últimos três anos

30 de novembro de 2025
Salário é o fator de maior peso na redução da desigualdade nos últimos três anos
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Estudo do Ipea, divulgado nesta semana, mostra que resultados sociais e distributivos são os melhores da era pós-Real. E a renda do trabalho teve mais influência nisso até do que programas como Bolsa Família

Tópicos da matéria
PIB redistribuídoSalário mínimoPandemia e pontos fora da curva

Uma das principais notícias trazidas no final de novembro veio por intermédio de estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que mostra a maior redução das desigualdades sociais no Brasil desde 1995. A melhora no índice de Gini, que mede as diferenças de renda e condições de vida – o Gini atingiu 50,4 pontos, o menor do período – é resultado de um conjunto de fatores mas, segundo análise do Ipea, nos últimos anos a renda do trabalho e os salários tiveram maior peso nessa conquista do que programas de transferência de renda, como o Bolsa Família. 

Segundo o estudo, entre 2023 e 2024, o último biênio do período analisado,  “cerca de metade da redução de 1,2 ponto de Gini continua associada ao mercado de trabalho, mas a contribuição das transferências assistenciais foi bem menor (-0,2 ponto de Gini, ou 16% da queda), ficando atrás dos benefícios previdenciários (-0,3 ponto, ou 22%)”. O índice de Gini, quanto menor, melhor, significando mais distribuição de renda, numa escala de 0 a 100.

Num intervalo mais longo, a queda no Gini foi de 3,9 pontos entre 2021 e 2024, e 49% dessa queda deve-se a rendimentos do trabalho, e 44% às chamadas “transferências assistenciais”. 

Segundo o estudo, portanto, a melhora dos índices no mercado de trabalho nos três últimos anos – mais emprego e maior elevação das médias salariais, como vêm demonstrando pesquisas recentes, a exemplo das do IBGE – fez com que a renda do trabalho ultrapassasse programas como o Bolsa Família na influência sobre a distribuição de renda.

PIB redistribuído

Há um outro resultado que se destaca no estudo, feito com base na série histórica da Pnad-C (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua): nos últimos três anos, as médias das rendas familiares (soma de diversas fontes) tiveram elevações semelhantes ao do crescimento do PIB, demonstrando que a riqueza gerada no País está sendo distribuída de maneira mais igualitária.

“O indicador [de renda domiciliar ]se recuperou com o triênio de maior crescimento do poder de compra médio dos brasileiros desde o Plano Real, acumulando alta de mais de 25%, isto é, 7,8% ao ano entre 2021 e 2024. Neste último ano, a renda média alcançou o maior valor da história (R$ 2015 por pessoa, em preços médios de 2024). A recuperação da renda média nos últimos anos acompanhou a do PIB per capita, que voltou a crescer mais no Brasil do que no resto do mundo em 2022, 2023 e 2024, o que não ocorria desde 2013”, diz trecho do estudo do Ipea.

Salário mínimo

Neste ponto, é preciso destacar que a política de valorização do salário mínimo, que estabelece aumentos anuais pela soma do crescimento do PIB de dois anos antes e a inflação do ano anterior, tem o crescimento econômico do País como um dos parâmetros de aumento e o repassa às pessoas que recebem o piso salarial.

Como destacado pelo próprio IBGE e por institutos como o Dieese, os aumentos do salário mínimo têm influência nos demais salários pagos no mercado de trabalho. Portanto, uma hipótese – não abordada pelo estudo do Ipea – é a de que o salário mínimo, ao somar o crescimento do PIB, contribui para melhor distribuição dos resultados na cadeia longa dos salários e rendimentos no Brasil.

Pandemia e pontos fora da curva

Na série histórica, o ano de 2020 representa um ponto fora da curva. A desigualdade experimentou queda forte, mas passageira. O Ipea atribui o fenômeno ao auxílio-emergencial, proposto e aprovado pelo Congresso em plena pandemia. No ano seguinte, a desigualdade voltou a subir.

Já o ano de 2022 entra na série por conta da forte depressão econômica sofrida durante a pandemia, nos anos anteriores, e a posterior recuperação da atividade teve índice alto devido à precariedade da base comparativa.

Conheça o estudo do Ipea

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