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Governo

Simone Tebet: estratégia de longo prazo do Governo é pela justiça social

19 de junho de 2025
Simone Tebet: estratégia de longo prazo do Governo é pela justiça social
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“O Brasil, que é um país tão rico, não pode e não vai ter um povo tão pobre nos próximos anos. Nós não podemos falhar com a missão de cuidar do futuro muito próximo das nossas crianças, dos nossos jovens, do nosso Estado e do nosso país.” Com essas palavras, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, abriu o seminário “Diálogos para a Construção da Estratégia Brasil 2050”, realizado nesta quarta-feira (18/6), em Campo Grande (MS).

Tópicos da matéria
Temas estratégicos Plano para o país Responsabilidade com gerações futuras Versão final Assista na íntegra

Para ela, enfrentar a desigualdade, promover o desenvolvimento sustentável e tornar o país mais competitivo exige planejamento de longo prazo, que precisa ser construído de forma técnica, participativa e suprapartidária.

O encontro marcou o encerramento da série de 16 edições promovidas em todas as regiões do país pela Secretaria Nacional de Planejamento (Seplan/MPO). A iniciativa coletou subsídios técnicos e políticos para a formulação de uma estratégia de desenvolvimento de longo prazo, que vai orientar as decisões do Estado brasileiro pelos próximos 25 anos.

Segundo a ministra, planejar o futuro do Brasil não é missão de governo, mas sim uma missão de Estado. “Esta carta náutica, ou esta bússola feita pela sociedade brasileira, que é uma política de Estado, ela vai ficar para ser atualizada. Entra governo, sai governo, é um projeto que vai permitir que a gente possa levar para o mundo a visão de Brasil que a gente quer e trazer o mundo para dentro do Brasil”, enfatizou.

Tebet apontou a Estratégia Brasil 2050 como uma resposta à ausência de políticas estruturantes de longo prazo que, ao longo de décadas, comprometeu o aproveitamento do potencial econômico e humano do país. “O Brasil não tem cultura de planejar”, lamentou. “O Brasil planeja de forma anual. Todo ano, a Câmara de Vereadores vota o orçamento da Prefeitura, o Governo do Estado, a sua LOA (Lei Orçamentária Anual), e o Governo Federal da mesma forma.”

Ela citou como exemplo a Rota Bioceânica, projeto com mais de 30 anos para conectar os oceanos Atlântico e Pacífico, e lamentou a falta de continuidade nas políticas públicas. “Se lá atrás o Brasil já tivesse tido a cultura do planejamento, essa Rota Bioceânica já estava inaugurada há pelo menos 10 anos. O Brasil, o setor produtivo, o nosso comerciante, o nosso empresário, o nosso trabalhador, a nossa agricultura familiar, o nosso grande agronegócio já estariam ganhando muito mais”, comentou.

Temas estratégicos

A ministra também citou temas estratégicos, como a transição demográfica, os impactos da Inteligência Artificial (IA) no mercado de trabalho, o papel das mulheres na economia e as oportunidades do mercado de carbono. “O que vai acontecer daqui a 25 anos, até antes disso? A maior parte da população brasileira vai ser uma população já da melhor idade. Então, nós vamos investir mais na educação básica, vamos investir mais na economia de cuidado, vamos precisar mais de enfermeiros e médicos, vamos precisar mais do quê? De cuidadores na área social”, ponderou.

Segundo ela, as transformações da Inteligência Artificial também exigem ação imediata, porque hoje já se diz que a IA vai mudar o mundo nos próximos dois anos. “Hoje, ela tem a capacidade de aprender com ela mesma e de nos ensinar quantos empregos nós vamos perder, qual orientação nós vamos dar para os nossos filhos que estão entrando na faculdade”, comentou.

Tebet reiterou que promover a igualdade salarial entre homens e mulheres é não apenas uma questão de justiça, mas uma oportunidade econômica. “Está comprovado que a indústria ganha, o comércio ganhará, o Brasil ganha, o país ganha quando nós igualarmos os salários de homens e mulheres na mesma atividade”, pontuou.

Além disso, mencionou o potencial econômico do mercado de carbono, com destaque para o meio rural: “Quem tem reserva legal, quem cuida, tem agricultura sustentável, quem tem o agro sustentável, seja o menor ou seja o grande, tem a oportunidade de ganhar dinheiro com a nova lei do mercado de carbono”.

Plano para o país

O ex-governador e hoje deputado estadual Zeca do PT comentou que não poderia haver um lugar melhor para concluir os Diálogos da Estratégia Brasil 2050 do que o Mato Grosso do Sul. De acordo com ele, o trabalho de longo prazo no estado já resulta em geração de emprego e diversificação da base econômica, conciliando o agronegócio com o desenvolvimento da agricultura familiar, buscando o desenvolvimento harmonioso com o meio ambiente e sendo socialmente justo. “E é exatamente esse modelo que nós temos aqui hoje – que pode e deve ser aprimorado – que nós queremos para o Brasil. Um Brasil que seja capaz de crescer, de se desenvolver, de gerar emprego, de gerar riqueza, mas que seja capaz de buscar a justiça social”, afirmou.

A senadora Soraya Thronicke (Podemos) lembrou que o Brasil sempre foi considerado o país do futuro, mas ressaltou que esse futuro tem de ser construído agora. Ela parabenizou o governo federal e o Ministério do Planejamento e Orçamento por apresentarem “um plano de país e não um plano de governo”. “Nós precisamos trabalhar hoje, mas projetar para o futuro. E que os próximos que estiverem no cumprimento da missão de gerir este enorme país levem isso em consideração”, afirmou.

O governador Eduardo Riedel observou que o seminário é uma grande oportunidade de levantar contribuições da universidade, dos institutos e da sociedade civil organizada, com o objetivo de fazer o planejamento para o ano de 2050 com uma perspectiva sem cunho político-partidário, pensando o Brasil com mais convergências entre as linhas ideológicas. “A gente está pensando um resultado de nação”, salientou.

Responsabilidade com gerações futuras

Para o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), planejar é um ato de responsabilidade com as gerações futuras. “Aqueles que não planejam estão condenando as próximas gerações a viver num mundo de desigualdade, de pobreza. Um mundo sem soluções. Então, o curto prazo importa e nós estamos aqui todos os dias para debater o curto prazo, mas sem tirar os olhos dos grandes desafios que a sociedade nos impõe”, afirmou.

Segundo a ministra Simone Tebet, para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades, há três grandes questões que precisam ser levadas em conta: uma agenda suprapartidária de Estado, com ampla participação social; indicadores e metas para cada serviço público e cada linha de ação de todos os níveis de governo; e parcerias público-privadas.

A missão, segundo ela, é erradicar a miséria, diminuir a pobreza e dar condições sociais para que os jovens, pela educação, possam ter um futuro digno. “É preciso começar a preparar hoje o Brasil que queremos no futuro”, incentivou.

Versão final

A Estratégia Brasil 2050 está em fase de elaboração e vai consolidar um documento de referência para o planejamento de longo prazo do país. Os seminários regionais foram finalizados com o seminário Diálogos para a Construção da Estratégia Brasil 2050 – Campo Grande (MS) desta quarta-feira.

Os estudos, documentos técnicos e materiais de apoio já estão disponíveis no site oficial da Estratégia Brasil 2050. A versão final deve ser consolidada no segundo semestre deste ano, com base em estudos técnicos e contribuições da consulta pública, aberta até o fim de maio.

Assista na íntegra

Saiba mais sobre a Estratégia Brasil 2050

Assuntos Governo
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