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Governo

Haddad detalha Política de Data Centers em conferência nos EUA

5 de maio de 2025
Haddad detalha Política de Data Centers em conferência nos EUA
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi o convidado da primeira sessão em português da história do Instituto Milken, nesta segunda-feira (5/5), durante a 28ª Conferência Global da entidade, realizada em Los Angeles, na Califórnia. Em conversa com a vice-presidente executiva do Milken Institute International, Laura Deal Lacey, o ministro apresentou a visão do governo brasileiro sobre crescimento sustentável, transformação ecológica, política industrial e mercado digital, além de falar sobre a Política Nacional de Data Centers, a ser lançada pelo Governo Federal.

Tópicos da matéria
Política Nacional de Data Centers Sustentabilidade econômica Transição ecológica e COP30

“Independentemente dos desafios globais, o Brasil está numa posição muito favorável porque os princípios que o Brasil defende são completamente aderentes à necessidade de uma reglobalização sustentável”, afirmou o ministro.

Haddad destacou a solidez das relações do Brasil com os principais blocos econômicos do mundo, incluindo o Sudeste Asiático, a Europa, os Estados Unidos e o Mercosul, além de defender a ampliação de investimentos na América do Sul, com base em segurança jurídica, política e energética sustentável. “Temos interesse em nos aproximar mais dos Estados Unidos. Fizemos isso na administração Biden e faremos isso na administração Trump”, declarou, salientando que, entre as duas economias, há “complementariedades importantes que podem e devem ser exploradas”.

Política Nacional de Data Centers

O ministro da Fazenda brasileiro aproveitou o evento para explicar a Política Nacional de Data Centers, que, dentre outros pontos, antecipa os efeitos da Reforma Tributária para o setor digital. “A antecipação dos efeitos da Reforma Tributária vai permitir que todo investimento no Brasil, no setor, seja desonerado, e que toda exportação de serviços a partir dos data centers também seja absolutamente desonerada”, explicou.

Nesse sentido, o ministro destacou a meta de associar tecnologia à sustentabilidade: “Nós queremos que a economia digital no Brasil seja simultaneamente digital e verde”. Segundo ele, o objetivo é prover os data centers de energia limpa e processar os dados com segurança cibernética e jurídica, a fim de oferecer ao mundo “o melhor tipo de serviço possível”.

Sustentabilidade econômica

Ao abordar o cenário doméstico, Fernando Haddad enfatizou a agenda de reformas e o compromisso com a estabilidade econômica. Destacando avanços para criar um ambiente de negócio favorável ao investimento, ele citou a Reforma Tributária, o mercado de carbono, o mercado de crédito e o mercado de capitais.

Segundo ele, com as mudanças que estão sendo feitas, o Brasil vai continuar recebendo muitos investimentos e tem tudo para crescer de forma sustentável. “O nosso objetivo, nos quatro anos de mandato do presidente Lula, é crescer a uma média de 3% ao ano porque isso, para nós, é uma espécie de piso a partir do qual nós podemos voltar a sonhar com uma economia mais sólida e mais justa do ponto de vista social”, disse.

Transição ecológica e COP30

O ministro da Fazenda também apresentou os avanços do Novo Brasil – Plano de Transformação Ecológica , que reúne mais de 100 ações em áreas que vão desde biofertilizantes e biocombustíveis até o combate ao desmatamento e a recuperação de pastagens. “É um amplo conjunto de medidas que estão se desdobrando no tempo porque nós temos uma equipe técnica que vai processando essas informações e entregando para o Congresso as iniciativas que vão dando uma cara holística, global, para esse Plano de Transformação Ecológica”, explicou.

Com base nesse plano, o governo pretende consolidar uma nova visão internacional sobre o potencial de crescimento brasileiro. “Ao final do mandato do presidente Lula, o mundo vai estar convencido de que o Brasil pode crescer a uma taxa mínima de 3%”, reforçou Haddad.

Ao comentar a preparação para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que será realizada em Belém (PA), o ministro ressaltou o papel do Brasil na construção de soluções financeiras para a preservação ambiental, junto com organismos como o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), além de entidades da sociedade civil organizada.

A meta é apresentar, na COP, arranjos financeiros de uma geração mais avançada, para garantir o pagamento de serviços ambientais a países pobres, a fim de que eles possam manter suas florestas tropicais em pé. Além disso, o Brasil espera que seja elaborado um esboço de modelo de mercado internacional de crédito de carbono, para garantir que o desenvolvimento global seja sustentável.

Assuntos Governo
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